A menor disponibilidade de milho para negociação imediata no mercado spot nacional elevou os preços do cereal. O movimento foi observado na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) entre os dias 08 e 14 de março.
Segundo os pesquisadores, a redução na oferta ocorreu mesmo em um cenário de colheita da safra de verão em andamento e de estoques de passagem considerados confortáveis.
De acordo com relatório divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na sexta-feira (13), a safra 2025/26, iniciada em fevereiro, deve contar com estoque inicial de 12,68 milhões de toneladas, volume bem superior às 1,88 milhão de toneladas registradas na temporada de 2024/25.
Levantamento do Cepea indica que muitos agentes estão priorizando as entregas de soja e a semeadura da segunda safra de milho, o que tem limitado a oferta do cereal no mercado. Ao mesmo tempo, compradores têm ampliado o interesse pela recomposição de estoques, buscando garantir produto para as próximas semanas.
Outro ponto de atenção é a disputa por fretes, que já está acirrada e pode se intensificar. O movimento é influenciado pela alta no preço dos combustíveis, diante dos conflitos no Oriente Médio e do fechamento do Estreito de Ormuz.