IMA certifica primeira propriedade leiteira do estado no Sul de Minas
Para obter o Certifica Minas Leite, a propriedade passa por auditorias detalhadas que analisam desde a nutrição e sanidade do rebanho até a rastreabilidade da produção

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de leite, sendo que Minas Gerais lidera o ranking, com 9,4 bilhões de litros (27% da produção nacional), segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
Para fortalecer ainda mais essa cadeia produtiva e garantir a qualidade do leite mineiro, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) certifica propriedades que adotam padrões rigorosos de produção. A Fazenda Soberana, no município de Bocaina de Minas, na região Sul do estado, se tornou a primeira a conquistar o Certifica Minas Leite, documento que atesta boas práticas agropecuárias, manejo adequado do rebanho e excelência na produção. Essa certificação agrega valor ao leite mineiro, impulsiona a competitividade do setor e reforça a segurança alimentar do consumidor.
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Para o dono da fazenda, Marcio Mitidieri, o processo exigiu planejamento e investimentos, mas os resultados compensaram. "Foi um divisor de águas para a fazenda. A certificação nos trouxe um novo nível de organização e credibilidade. Hoje, temos um controle maior sobre toda a produção, o que nos dá mais segurança e abre portas para novos mercados", afirma.
A conquista da certificação foi um processo que durou cerca de um ano e meio, com o IMA acompanhando de perto cada etapa. O produtor e sua equipe passaram por uma jornada intensa, reestruturando a gestão da fazenda e implementando melhorias para atender aos critérios exigidos pelo programa.
A propriedade atingiu 99,4% de conformidade, um índice excepcional que reflete o compromisso com a qualidade e a excelência na produção. Maurício Pontes, coordenador do Programa Certifica Minas Leite e auditor responsável pelo processo, explica que a fazenda partiu do zero no conhecimento sobre certificação. "Entraram em contato comigo sem conhecer os detalhes da certificação. Durante mais de um ano, mantivemos um acompanhamento constante, com reuniões, conferências e suporte técnico. Aos poucos, foram implementando todas as exigências, desde a estrutura até a gestão e a sustentabilidade. Foi um desafio, mas eles não desistiram, e nós também não desistimos deles".
Rigor e qualidade: como funciona a certificação
“Recomendo que outros produtores busquem essa certificação. Ela valoriza o produto, melhora a gestão da fazenda e dá mais credibilidade no mercado. Sem dúvida, é um investimento que faz diferença”, destaca Marcio.
*Com informações de Marina Lemos, do IMA
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



