Gripe aviária está mais perto do Brasil
Ganso de pescoço negro foi colhido com o vírus da gripe aviária

Por mais cuidado que os produtores brasileiros estão tomando, o risco da gripe aviária chegar ao Brasil aumenta a cada dia. As medidas sanitárias são fundamentais para evitar a entrada da doença em nosso território, porém existem meios que só dificultam o combate ao vírus.
Está confirmado pelas autoridades sanitárias do Uruguai o primeiro caso da gripe aviária constata em Laguna Garzon, bem próxima a Punta del Este. O vírus foi encontrado em um ganso do pescoço preto.
A região fica a 180 km da fronteira com o Rio Grande do Sul.
Agora somente o Paraguai e o Brasil, por enquanto, estão livres de qualquer suspeita. Até a Argentina já se apresenta como atingida pelo vírus, mesmo com o governo argentino não confirmando nada até agora. Circula a informação que a doença foi detectada em uma ave silvestre na cidade de Jujuy.
O Ministério da Agricultura já reacendeu o alerta contra o vírus e está ligado dia e noite se houve qualquer tipo de suspeita. Os produtores, principalmente do sul do país, tomaram providências antecipadas pra evitar a entrada do vírus em território nacional.
O Brasil vive hoje sua crise do ovo com os preços altos por causa do custo de produção, porém não há desabastecimento como acontece nos Estados Unidos, Japão, França, Inglaterra e vários outros países do mundo.
Se o Brasil entrar na crise mundial do ovo e do frango, caso o vírus da gripe chegue por aqui, será um desastre para a economia do país. Somos o maior exportador mundial de carne de frango que hoje é a boa alternativa para o consumidor menos favorecido.
Muitos produtores irão à falência e o consumidor que ainda busca com dificuldade no frango e no ovo a proteína de suas refeições, ficará sem alternativa para se alimentar adequadamente.
A carne de porco está subindo, a tilápia já disparou, o ovo segue o mesmo caminho. Se o frango perder o controle vai movimentar também a carne bovina, com certeza!
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.
