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Exportações de carne de frango avançam no ano e receita atinge US$ 8,67 bilhões até setembro

No acumulado do ano, faturamento atinge US$ 8,67 bilhões; recuperações ante a baixa base comparativa de 2025 e forte fluxo para os Emirados Árabes Unidos impulsionaram o desempenho do setor avícola

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FRANGO
Canva/ Reprodução

As exportações brasileiras de carne de frango, somando produtos in natura e processados, mantiveram ritmo aquecido no mês de setembro de 2026. O país embarcou 500,3 mil toneladas no período, volume 3,7% superior às 482,3 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025.

O desempenho em faturamento foi ainda mais expressivo: a receita alcançou US$ 984,2 milhões, alta de 14,7% frente aos US$ 857,9 milhões obtidos há um ano. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Com o resultado mensal, o acumulado entre janeiro e setembro consolida um ano de forte expansão para a avicultura nacional. Nos nove primeiros meses de 2026, os embarques somaram 4,421 milhões de toneladas, um crescimento de 14% em relação às 3,877 milhões de toneladas do mesmo período do ano anterior. A receita acumulada chegou a US$ 8,673 bilhões, valor 21% superior aos US$ 7,166 bilhões faturados em 2025.

Principais destinos e efeito da base comparativa

Os Emirados Árabes Unidos figuraram como o principal comprador da carne de frango brasileira em setembro, importando 45,9 mil toneladas (+23,3%).

Na sequência do ranking de destinos aparecem:

  • União Europeia: 43,5 mil toneladas (+1.007%, ante 3,9 mil t)

  • China: 40,9 mil toneladas (+79.663,1%, ante 51 t)

  • Arábia Saudita: 38,3 mil toneladas (+7,4%, ante 35,7 mil t)

  • Japão: 33,6 mil toneladas (-7,7%, ante 36,4 mil t)

As variações percentuais extremas registradas nos embarques para a China e para a União Europeia explicam-se, sobretudo, pela baixa base de comparação em setembro de 2025. Naquele período, o setor enfrentava restrições pontuais e temporárias decorrentes do único caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade na produção comercial do país, situação sanada e superada rapidamente ainda no ano passado.

No caso do mercado europeu, a ABPA esclarece que o resultado de setembro de 2026 contempla cargas produzidas e certificadas até o dia 2 de setembro. A suspensão temporária da emissão de novos certificados passou a vigorar em 3 de setembro, mantendo válidos os embarques cujas etapas já haviam sido concluídas. O trabalho de antecipação de volumes por exportadores e importadores ajudou a mitigar os efeitos imediatos do bloqueio.

Avaliação do setor e liderança dos estados

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou a resiliência das exportações do setor e o trabalho conjunto com o governo federal para manter o fluxo comercial ativo.

“O resultado de setembro mantém as exportações brasileiras em patamar elevado, com mais de 500 mil toneladas embarcadas e crescimento expressivo da receita. A comparação anual deve considerar que setembro de 2025 ainda foi influenciado pelas suspensões decorrentes da ocorrência de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, situação já superada. Ao mesmo tempo, a diversificação dos destinos e o trabalho de antecipação de embarques viabilizadas pelo trabalho dos Ministérios da Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, contribuíram para preservar o desempenho neste ano”, analisou Santin.

No panorama estadual, o Paraná permaneceu na liderança dos embarques em setembro, com 199,7 mil toneladas (+9,5%). Santa Catarina ocupou o segundo posto, com 111 mil toneladas (-4,8%), seguida por Rio Grande do Sul (67,9 mil t; +4,2%), São Paulo (28,3 mil t; -9,1%) e Goiás (27,2 mil t; +25,8%).

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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