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Etanol inicia 2026 com preços firmes e liquidez em alta no Centro-Sul

Volume de negócios do etanol registrou avanços significativos nas principais regiões produtoras do Brasil durante os últimos dias de dezembro

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Bomba de gasolina mostra opções de combustível para motoristas
Demanda aquecida por combustíveis impulsionou novas transações • José Cruz/Agência Brasil

O mercado de biocombustíveis encerrou 2025 com "fôlego renovado" e inicia o novo ano com perspectivas de valorização. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o volume de negócios do etanol registrou avanços significativos nas principais regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil durante os últimos dias de dezembro.

Mesmo com o planejamento antecipado de parte das usinas e distribuidoras para as festividades, a demanda aquecida por combustíveis impulsionou novas transações. O destaque ficou com o etanol anidro (misturado à gasolina) no estado de São Paulo, onde o volume negociado quase triplicou em relação à semana anterior, sustentado pelo bom desempenho das vendas de gasolina C nas bombas.

Alta acumulada e novos patamares de preços

A trajetória ascendente dos preços já é duradoura. O Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado completou sua 12ª semana consecutiva de alta no estado de São Paulo.

Confira o fechamento da última semana (29 de dezembro a 2 de janeiro):

ProdutoValor Médio (R$/litro)Variação SemanalStatus
Etanol HidratadoR$ 2,9561+ 0,90%Alta há 12 semanas
Etanol AnidroR$ 3,3688+ 0,59%Alta há 2 semanas

Nota: Valores líquidos de impostos (ICMS e PIS/Cofins).

Perspectivas para janeiro

De acordo com os pesquisadores do Cepea, a tendência para os primeiros dias de 2026 é de manutenção da liquidez. Espera-se que ocorra uma reposição natural de estoques após o período de festas, o que deve sustentar o viés de alta nos preços.

No caso do etanol hidratado — concorrente direto da gasolina no varejo —, as usinas paulistas registraram um crescimento de 43% nas vendas na última semana, reforçando a preferência do consumidor e a necessidade de reabastecimento dos postos.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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