Santa Catarina mobiliza equipes para monitorar 352 propriedades por causa da doença de Newcastle
Vigilância sanitária foi intensificada em Nova Itaberaba após a identificação de um foco de Doença de Newcastle em uma granja de perus; equipes do Mapa e Cidasc vistoriaram centenas de propriedades e descartaram milhares de aves para conter a doença

A vigilância sanitária foi reforçada na região de Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, após a confirmação de um foco de Doença de Newcastle em uma granja comercial de perus de corte. A identificação ocorreu em 18 de outubro, levando à intensificação das ações para conter a doença.
Nesta quinta-feira (22), 28 equipes atuaram na vigilância epidemiológica e já haviam vistoriado 352 propriedades rurais no entorno do estabelecimento afetado. Os dados foram divulgados pela Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina).
A operação é coordenada pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e pela Cidasc, por meio do Coezoo (Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal). A ação conta com a participação de órgãos federais e estaduais, além de representantes do setor produtivo, como os ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Defesa, a Defesa Civil de Santa Catarina, a Polícia Civil e o Icasa (Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária).
Na granja onde o foco foi identificado, o descarte das aves foi concluído. Em 21 de outubro, as equipes finalizaram o enterrio das carcaças de 6.526 perus e de insumos em uma vala preparada conforme as normas técnicas e aprovada pelas autoridades ambientais. A limpeza a seco e a remoção de materiais também foram concluídas, enquanto os procedimentos de desinfecção seguem em andamento, sob acompanhamento de um médico-veterinário da Cidasc.
Vigilância abrange 1.680 propriedades
Desde terça-feira (20), as equipes percorrem propriedades rurais para realizar vigilância epidemiológica, orientar produtores e coletar amostras para análises laboratoriais. Das 352 propriedades vistoriadas, 256 são de subsistência e 96 são estabelecimentos comerciais.
Entre as propriedades comerciais inspecionadas, 68 têm criação de galinhas, 26 são destinadas à criação de perus, uma atua na reprodução de aves e outra na recria.
O plano de vigilância contempla 1.680 propriedades rurais. Deste total, 166 estão localizadas em um raio de três quilômetros do foco e outras 1.514 em um raio de dez quilômetros. Segundo a Cidasc, os dados sobre os sistemas de produção e a quantidade de animais são utilizados para orientar o planejamento das atividades de campo. O órgão também destaca a importância de os produtores manterem os cadastros atualizados.
As medidas de controle incluem quatro postos de fiscalização de trânsito, sendo um instalado na propriedade onde a doença foi identificada e outros três na área perifocal. Os locais realizam fiscalização do trânsito, inspeção e desinfecção de veículos. Os procedimentos são registrados eletronicamente para permitir o acompanhamento das ações e a consolidação dos dados operacionais.
A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves e pode causar impactos sanitários e econômicos à produção avícola. Para entender mais sobre a enfermidade e seus riscos, leia: Doença de Newcastle pode atingir humanos?. A vigilância nas propriedades próximas ao foco busca identificar possíveis sinais da doença e apoiar a contenção da ocorrência. Governos estaduais já tiveram que declarar emergência zoossanitária em outras ocasiões para lidar com casos semelhantes. O Ministério da Agricultura já confirmou o fim de focos da doença em outros estados.
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