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Brasil acerta exportação de miúdos suínos para a China e prevê ganho de US$ 100 milhões

Protocolo sanitário ampliado permite envio de estômago, fígado, coração e outros cortes; estimativa é que o país exporte mais de 100 mil toneladas por ano para o mercado chinês

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Brasil acerta exportação de miúdos suínos para a China e prevê ganho de US$ 100 milhões
Canva/ Reprodução

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Embaixada da China no Brasil assinaram, neste sábado (26), a revisão do protocolo sanitário bilateral que autoriza a exportação de uma gama ampliada de miúdos suínos brasileiros para o país asiático. O acordo abre acesso a um mercado que movimenta mais de US$ 2,5 bilhões anuais e tem potencial de gerar um ganho adicional superior a US$ 100 milhões (cerca de R$ 550 milhões) em receitas para a suinocultura nacional.

A assinatura do documento, realizada pelo ministro André de Paula e pelo embaixador chinês Zhu Qingqiao, marca o encerramento de uma auditoria técnica de quase uma semana feita por fiscais chineses em frigoríficos, fazendas e laboratórios de seis estados brasileiros.

Anteriormente, o comércio de derivados suínos com a China era restrito a itens específicos, como pés, orelhas, rabo e língua. Com o novo entendimento, impulsionado pelo reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), a pauta de exportação passa a incluir itens de maior valor agregado no mercado asiático, tais como estômagos, fígados, corações, rins, diafragmas, cartilagens, peles e banha.

Impacto econômico e avanço nas negociações

Segundo estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o novo acesso deve permitir o envio de mais de 100 mil toneladas anuais de miúdos suínos à China. Para o ministro André de Paula, a medida traz ganhos diretos para toda a cadeia produtiva no país:

"Significa um capítulo importante na suinocultura brasileira, acesso ao mercado de mais de US$ 2,5 bilhões por ano, valorização da nossa produção e mais renda e emprego no campo e na indústria", destacou o titular do Mapa.

O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, ressaltou o dinamismo da parceria comercial no agronegócio, setor em que a China se mantém há 18 anos consecutivos como o principal destino das exportações agrícolas brasileiras:

"Essa assinatura abre novas oportunidades para as exportações brasileiras ao mercado chinês. É mais um resultado concreto dos nossos esforços conjuntos e uma demonstração clara da vitalidade da cooperação agropecuária entre os dois países", afirmou o diplomata.

Além de incrementar a arrecadação da indústria frigorífica com cortes que possuem menor valor comercial no mercado interno brasileiro, o acordo conecta a produção nacional aos hábitos gastronômicos chineses, onde o consumo de miúdos é tradicional e amplamente disseminado. As empresas brasileiras interessadas deverão adequar suas operações aos requisitos de certificação acordados para dar início aos embarques.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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