Agro baiano exporta R$ 302 milhões para EUA no mês de junho; tarifaço preocupa setor
Celulose, derivados de cacau e sucos representaram mais de 80% das vendas para o mercado norte-americano em junho

A Bahia exportou mais de R$ 302 milhões em produtos agropecuários para os Estados Unidos em junho de 2025. Os dados são do novo relatório da Assessoria Econômica do Sistema Faeb/Senar, produzido mensalmente com base em dados de referência de diversas instituições.
O número de exportações evidencia a importância do mercado norte-americano para o agro baiano em um momento complexo, dada a taxação de 50% sobre importações de produtos brasileiros, anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
As novas tarifas foram adiadas e entram em vigor a partir do dia 6 de agosto. Na Bahia, a mudança gera apreensão no setor produtivo, especialmente nas cadeias da silvicultura, cacauicultura e fruticultura em geral, uma vez que a celulose, os derivados de cacau (manteiga, gordura e óleo) e os sucos de frutas lideram os embarques baianos para os EUA.
No documento da Casa Branca divulgado nesta quarta-feira (30), a celulose e suco de laranja são alguns dos produtos que estão isentos da tarifa.
Parceiros comerciais
De acordo com o relatório da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), os EUA são o segundo maior parceiro comercial do agro baiano, consolidado como um dos principais destinos das exportações em junho, atrás apenas da China. O valor total superior a US$ 55 milhões representa uma fatia importante das vendas externas do setor, que somaram US$ 491,5 milhões no mês.
Os principais produtos exportados para os Estados Unidos no período foram: celulose (42,7%); manteiga, gordura e óleo de cacau (37,2%); sucos de frutas (4,5%) e 15,6% de demais produtos. Esses segmentos possuem impacto na geração de emprego e renda nas regiões produtoras, especialmente no sul, extremo sul e no Vale do São Francisco.
Riscos a médio e longo prazo
*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.


