Belo Horizonte
Itatiaia

Relatório coloca Timóteo como uma das cidades com o ar mais poluído no Brasil

No município do Vale do Aço, o material particulado no ar excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS

Por
Timóteo
Cidade de Timóteo • Divulgação Prefeitura de Timóteo

O relatório World Air Quality de 2023, produzido pela IQAir, aponta que o município de Timóteo, no Vale do Aço, é um dos municípios com o ar mais poluído no Brasil. De acordo com o estudo, a cidade tem índice de material particulado no ar, equivalente a 10,1 e excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

A lista divulgada pela instituição tem predominantemente municípios do estado de São Paulo, dentre eles, Guarulhos e Cubatão. O município brasileiro que apresentou o pior índice de poluição foi Xapuri, no Acre. Já Fortaleza, capital do Ceará, foi a única cidade do País entre as analisadas que ficou dentro dos parâmetros estabelecidos pela OMS. (Veja a lista dos municípios com o ar mais poluído no final da matéria).

 

No Brasil, a média do nível de materiais particulados na atmosfera é de 2,5, isso é mais que o dobro do recomendado pela OMS, o que coloca o país na 83º posição entre os mais poluídos do mundo. Ainda assim, o número representa uma queda em relação aos primeiros registros do World Air Quality. Em 2018, por exemplo, a presença desses materiais na atmosfera era mais que o triplo.

O estudo divulgado nesta semana traz dados de 7,8 mil localidades em 134 países, conforme notícia veiculada nesta quarta-feira (20) pelo jornal Correio Braziliense.

 

Materiais particulados foram associados a mortes e doenças provocadas por problemas no coração e no pulmão. Segundo a OMS, o MP 2,5 é um dos que tem maior impacto na saúde é o MP 2,5.

 

Qualidade do ar nas cidades brasileiras

 

Baseado na concentração de material particulado (MP 2,5), em micrograma por m³. Abaixo, todas as cidades brasileiras analisadas.

- Xapuri (Acre): 21 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Osasco (São Paulo): 19,4 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Manaus (Amazonas): 16,8 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Camaçari (Bahia): 16,2 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Guarulhos (São Paulo): 16 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);

 

- São Caetano (São Paulo): 15,9 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Rio Claro (São Paulo): 15,5 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Cubatão (São Paulo): 15,4 (excede de 3 a 5 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Acrelândia (Acre): 15 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Campinas (São Paulo): 15 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Mauá (São Paulo): 14,6 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Porto Velho (Rondônia): 14,3 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- São Paulo: 14,3 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Senador Guiomard (Acre): 13,4 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Santos (São Paulo): 13,1 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Ribeirão Preto (São Paulo): 13 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Jundiaí (São Paulo): 12,6 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Rio Branco do Sul (Paraná): 11,9 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Curitiba (Paraná): 11,9 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Rio Branco (Acre): 11,8 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Piracicaba (São Paulo): 11,8 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Rio de Janeiro: 11,7 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Manoel Urbano (Acre): 11,5 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- São José dos Campos (São Paulo): 11 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Taubaté (São Paulo): 10,6 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Guaratinguetá (São Paulo): 10,2 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Timóteo (Minas): 10,1 (excede de 2 a 3 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Serra (Espírito Santo): 9,3 (excede de 1 a 2 vezes o parâmetro da OMS);

 

- São José do Rio Preto: 9,3 (excede de 1 a 2 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Palmas (Tocantins): 9,3 (excede de 1 a 2 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Macapá (Amapá): 8,5 (excede de 1 a 2 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Cruzeiro do Sul (Acre): 8,4 (excede de 1 a 2 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Tarauacá (Acre): 8,2 (excede de 1 a 2 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Jambeiro (São Paulo): 8 (excede de 1 a 2 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Boa Vista (Roraima): 7,2 (excede de 1 a 2 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Guarapari (Espírito Santo): 7 (excede de 1 a 2 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Brasília: 6,8 (excede de 1 a 2 vezes o parâmetro da OMS);

 

- Fortaleza: 3,4 (dentro do parâmetr

Participe dos canais da Itatiaia: