Plano de Manejo do Parque Estadual do Rio Doce passa por revisão
Documento orienta toda a gestão do PERD

O Plano de Manejo do Parque Estadual do Rio Doce - PERD, documento que orienta toda a gestão da unidade de conservação, está em revisão. O parque está localizado no Vale do Rio Doce, entre os municípios de Timóteo, Marliéria e Dionísio, integrantes da Região Metropolitana do Vale do Aço.
Na semana passada, representantes do poder público, iniciativa privada, terceiro setor e da comunidade do entorno participaram de oficina imersiva para contribuir com o processo.
A oficina é o resultado de uma série de quatro reuniões preparatórias realizadas em janeiro e fevereiro nos municípios do entorno do Parque. Outras duas reuniões online também foram realizadas, uma com representantes do terceiro setor e a outra com o setor produtivo. Ao todo foram 126 pessoas envolvidas no debate.
Um documento foi elaborado para que seja encaminhado à Câmara de Proteção à Biodiversidade e de Áreas Protegidas (CPB) para que seja aprovado e torne-se o referencial técnico para gestão do Parque Estadual do Rio Doce.
Para o gerente de Planejamento Metropolitano da Agência RMVA, Cauan Lana, a participação da autarquia foi fundamental para auxiliar nas questões pertinentes ao planejamento da região como um todo e em especial no que se refere ao zoneamento da unidade de conservação e sua Zona de Amortecimento.
“A Agência RMVA, como órgão do Estado que tem atuação no planejamento e na regulação da expansão urbana no Vale do Aço, pôde colaborar com uma visão regional para essa nova demarcação da Zona de Amortecimento, que impacta diretamente na ocupação e nas atividades de parcelamento do solo nos municípios de Timóteo, Marliéria, Jaguaraçu, Bom Jesus do Galho, Dionísio e Pingo D'Água. Para tal, buscou-se como diretriz principal a reformulação de uma área de transição que diminua os impactos ambientais ao Parque, aumentando a conectividade e a conservação dos fragmentos florestais do entorno sem prejudicar as dinâmicas das áreas urbanas já consolidadas”, destaca Cauan.
O gerente do PERD, Vinícius Moreira, salientou que a revisão do Plano de Manejo é uma oportunidade de criação de novas estratégias para a gestão da unidade. “Esse plano, sem dúvidas, vai ser uma ferramenta poderosa para que a gente estabeleça muito bem desenhada as tendências e ameaças, junto aos recursos e valores fundamentais do PERD, para que os objetivos do parque sejam cumpridos”, pontua Vinícius.
Para a construção do documento de revisão participaram da oficina imersiva representantes da Agência da Região Metropolitana do Vale do Aço, do Instituto Estadual de Florestas; Circuito Turístico da Mata Atlântica (CTMAM); Câmara de Vereadores de Marliéria; as prefeituras de Marliéria, Timóteo, Dionísio, Pingo-d’Água e Bom Jesus do Galho.
Além dessas instituições, participaram representantes da UNIVALE (Universidade do Vale do Rio Doce), UFV (Universidade Federal de Viçosa), ICAS (Instituto de Conservação de Animais Silvestres), bem como representantes do terceiro setor, AMDA (Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente), Fundação Relictos, Associação DuPERD e Soma Cultural. Do setor privado estiveram presentes as empresas ArcelorMittal, CENIBRA e GPM.
Jefferson Rocha é jornalista graduado pelo Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais e tem 25 anos de experiência em rádio. É repórter da Itatiaia Vale do Aço.
