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Bullying: adolescente é ferido em escola de Belo Oriente

De acordo com relatos, uma aluna de 15 anos teria utilizado uma faca, causando ferimentos no ombro de um colega de 14 anos

Crédito: CristinaMuraca / Shutterstock<br/><br/><br/><br/> • Crédito: CristinaMuraca / Shutterstock

De acordo com relatos, uma aluna de 15 anos teria utilizado uma faca, causando ferimentos no ombro de um colega de 14 anos. O embate entre os adolescentes, que já vinha se desenvolvendo ao longo do tempo, atingiu seu ápice com este episódio, resultando em ferimentos para o estudante, que recebeu atendimento médico após a intervenção da direção escolar.

A direção acionou os serviços médicos para prestar assistência ao jovem ferido, enquanto a responsável pela estudante agressora foi convocada à escola. O Conselho Tutelar também foi acionado e a adolescente foi posteriormente encaminhada às autoridades competentes.

A gravidade do incidente ressalta a urgência de medidas para conter e prevenir casos de bullying e violência nas instituições educacionais. Em resposta a essa preocupação, uma nova legislação entrou em vigor recentemente, intensificando as punições para crimes contra crianças e adolescentes, incluindo o bullying e o cyberbullying. Para o professor de direito e processo penal, Leonardo Pantaleão, a medida visa estabelecer uma série de medidas de proteção aos jovens, visando combater práticas violentas tanto em ambientes educacionais públicos quanto privados.

"A criação de tipos penais tem o objetivo de prevenir essas condutas. O enrijecimento da lei contra o bullying e cyberbullying também tem o objetivo de conter essa prática", afirma Pantaleão.

A nova legislação não apenas amplia as punições, mas também exige capacitação para profissionais que trabalham com jovens e adolescentes. Além disso, crimes como sequestro, cárcere privado e tráfico de crianças e adolescentes foram tipificados como crimes hediondos.

Para a psicóloga Jéssica Almeida, o bullying é uma subcategoria de violência que pode resultar em consequências graves, incluindo isolamento social, baixo rendimento escolar e problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão.

Dados recentes revelam a urgência dessas medidas. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 20% das vítimas de bullying têm pensamentos suicidas. O Anuário 2023 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicou que 38% das escolas brasileiras registram casos de bullying.

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