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Vila italiana estabelece multa para turistas que andarem sem camisa nas ruas

Destino endurece regras de comportamento para conter os impactos do turismo de massa

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Varenna, na Itália
Varenna, na Itália • Pexels

Quem pretende visitar Varenna, uma das vilas mais famosas às margens do Lago de Como, na Itália, precisará redobrar a atenção ao escolher a roupa para passear pelas ruas. A cidade passou a aplicar multas para turistas que circularem sem camisa ou usando apenas trajes de banho fora das áreas destinadas ao lazer.

As novas regras fazem parte de um pacote adotado pela prefeitura para reduzir os impactos do turismo de massa e preservar a rotina dos cerca de 650 moradores permanentes da cidade. As multas variam entre 50 e 200 euros, aproximadamente R$ 300 e R$ 1,2 mil, na cotação atual.

Segundo a administração municipal, biquínis, maiôs, sungas e pessoas com o torso nu só são permitidos em praias, píeres, embarcações e outras áreas à beira do lago.

Além do novo código de vestimenta, a prefeitura também estabeleceu outras restrições para controlar o fluxo de visitantes. Grupos guiados passam a ter limite máximo de 25 pessoas, enquanto guias turísticos estão proibidos de utilizar alto-falantes ou equipamentos de amplificação sonora. O descumprimento dessa regra pode gerar multas de até 400 euros, cerca de R$ 2,3 mil.

De acordo com o prefeito Mauro Manzoni, as medidas buscam equilibrar a importância econômica do turismo com a qualidade de vida dos moradores. "O turismo é fundamental para nossa economia, mas a qualidade de vida dos residentes não pode ser sacrificada em nome do turismo de massa", afirmou ao jornal britânico The Guardian.

Varenna

Localizada a cerca de uma hora de Milão, Varenna se tornou um dos destinos mais procurados da região do Lago de Como graças às ruas estreitas, às casas coloridas e à paisagem à beira do lago. O município também ganhou projeção internacional após servir de cenário para produções como 007 - Cassino Royale (2006) e Onze Homens e um Segredo (2001).

A cidade se destaca pelo patrimônio histórico, arquitetônico e cultural. Durante a alta temporada, o número de visitantes supera, muitas vezes, a população local.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.