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Viajantes recorrem à inteligência artificial para planejar viagens, aponta estudo

Monitoramento de tarifas e tradução em tempo real estão entre as funções mais utilizadas; apenas 44% dos turistas aceitariam deixar a tecnologia definir seus roteiros

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Viajantes usam inteligência artificial para pesquisar preços de hospedagem, traduzir idiomas e organizar roteiros de viagem
Viajantes usam inteligência artificial para pesquisar preços de hospedagem, traduzir idiomas e organizar roteiros de viagem • Magnific

A inteligência artificial já está presente no planejamento de viagens, mas os turistas ainda demonstram ressalvas quanto ao uso da tecnologia. Um levantamento da Mews, empresa especializada em sistemas de gestão hoteleira, mostra que apenas 44% dos viajantes se sentem confortáveis em deixar a inteligência artificial organizar seus roteiros.

O estudo ouviu 3.250 turistas da França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. Entre as aplicações mais utilizadas estão o monitoramento dos preços de hotéis, citado por 63% dos entrevistados, e a tradução em tempo real, mencionada por 56%.

Preferências pessoais e privacidade

A pesquisa também investigou a percepção dos viajantes sobre o uso de dados pessoais para a personalização de serviços turísticos. Os entrevistados demonstram maior aceitação quando a tecnologia utiliza informações fornecidas diretamente por eles ou dados de hospedagens anteriores.

De acordo com o levantamento, 61% dos participantes se sentem confortáveis com o uso de preferências informadas por eles para personalizar serviços. Já 56% aprovam a utilização do histórico de estadias.

A receptividade diminui quando a personalização depende de dados sobre o comportamento dos usuários na internet ou de informações obtidas em redes sociais. Nesses casos, os índices de aprovação são de 43% e 34%, respectivamente.

Aceitação varia entre países

A percepção sobre o papel da inteligência artificial no turismo também varia entre os países pesquisados. Na Itália, 51% dos entrevistados acreditam que a tecnologia terá um impacto positivo nos próximos cinco anos, ante uma média de 39% no conjunto dos participantes.

A Espanha registra o maior índice de receptividade à inteligência artificial entre os países analisados: 58% dos entrevistados demonstram uma visão positiva sobre o papel da tecnologia.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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