Vesperata transforma ruas históricas de Diamantina em palco neste sábado (27)
Centro Histórico de Diamantina foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938

O Centro Histórico de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, se prepara para receber, neste sábado (27), mais uma edição da Vesperata — tradicional concerto ao ar livre que funciona como uma "serenata invertida". Os músicos se apresentam nas sacadas e janelas dos casarões coloniais, enquanto o público acompanha o espetáculo das ruas. Entre os espectadores, os maestros regem a orquestra e conduzem a apresentação.
Palco de um dos eventos musicais mais tradicionais de Minas Gerais, cercado pela Serra do Espinhaço, o Centro Histórico de Diamantina foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938. Décadas depois, no fim dos anos 1990, recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade concedido pela Unesco.
A temporada de 2026, divulgada no ano passado, conta com apresentações distribuídas ao longo de sete meses. Após o espetáculo deste sábado, a Vesperata retorna nos dias 4 e 11 de julho; 8, 15 e 29 de agosto; 19 e 26 de setembro; e 10 e 17 de outubro.
Confira o calendário:
- Julho: 4 e 11;
- Agosto: 8, 15 e 29;
- Setembro: 19 e 26;
- Outubro: 10 e 17.
A Vesperata é um dos principais atrativos turísticos de Diamantina e do Vale do Jequitinhonha, atraindo visitantes de diversas regiões do país. O evento também movimenta a economia local, beneficiando hotéis, pousadas, hostels, bares, restaurantes e o comércio de artesanato.
Para quem visita a cidade pela primeira vez, a recomendação é planejar a viagem com antecedência. Nas datas da Vesperata, a procura por hospedagem aumenta, o que pode elevar os preços e impactar a experiência.
A apresentação é gratuita e aberta ao público. No entanto, quem deseja acompanhar o concerto mais de perto e com maior conforto pode reservar uma mesa na Rua da Quitanda. Os valores ultrapassam R$ 600 e, neste ano, todas as mesas disponíveis para as próximas apresentações já estão esgotadas.

Como chegar a Diamantina
O município está localizado a cerca de 300 quilômetros de Belo Horizonte. O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, é o terminal mais próximo com voos comerciais. A partir dali, ainda é necessário seguir por via terrestre. Diamantina possui um aeroporto, mas ele opera apenas voos fretados de pequeno porte, o que o torna uma alternativa menos econômica e pouco utilizada pelos turistas.
De carro, o percurso a partir da capital mineira dura entre quatro e seis horas. Além das belas paisagens da Serra do Espinhaço, a viagem pode incluir paradas em cidades ao longo do caminho. Embora seja possível conhecer o Centro Histórico a pé, o carro facilita o deslocamento para atrativos mais afastados, como a Vila de Biribiri, fundada em 1876 por Dom João Antônio dos Santos e sua família.

Saindo de Belo Horizonte, o trajeto mais rápido segue pela BR-040, passando por Sete Lagoas e Curvelo, com acesso à BR-135 e à MG-259 até Diamantina. Também é possível utilizar as rodovias MG-010 e MG-214, dependendo da rota escolhida. Quem parte de São Paulo costuma utilizar a BR-381. Já para quem sai do Rio de Janeiro, a BR-040 segue como a principal opção.
Também é possível chegar à cidade de ônibus. As passagens entre BH e Diamantina custam, em média, R$ 100, com viagens operadas por empresas como Viação Pássaro Verde, Gontijo e Buser.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



