União Europeia sugere home office e menos voos para enfrentar crise
Segundo o comissário europeu de Energia, Dan Jorgensen, mesmo que o conflito no Oriente Médio seja encerrado, os impactos no mercado energético devem continuar

A União Europeia orientou governos e população a adotarem medidas para reduzir o consumo de energia diante da pressão nos preços de petróleo e gás. Entre as recomendações estão a ampliação do trabalho remoto, a diminuição de voos e a redução do uso de carros.
O alerta foi reforçado pelo comissário europeu de Energia, Dan Jorgensen, após uma reunião extraordinária de ministros do setor em Bruxelas. Segundo ele, mesmo que o conflito no Oriente Médio seja encerrado, os impactos no mercado energético devem continuar. As declarações foram repercutidas no Brasil pela Folha de S.Paulo.
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Entre as medidas sugeridas estão o incentivo ao transporte público, o compartilhamento de veículos, a redução dos limites de velocidade e práticas de direção mais eficientes. Em alguns casos, também pode haver restrições ao uso de carros particulares.
No médio e longo prazo, a Comissão Europeia defende acelerar investimentos em fontes renováveis para reduzir a dependência externa. A avaliação é de que o momento exige corte no consumo, especialmente de combustíveis como diesel e querosene de aviação.
Apesar das discussões, o encontro terminou sem decisões concretas. Ainda assim, a Comissão prepara um novo pacote de medidas que pode retomar ações adotadas na crise de 2022, como teto para o preço do gás, taxação de lucros extraordinários e metas obrigatórias de economia de energia.
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A atual crise é agravada pela instabilidade no Oriente Médio, que já fez o preço do gás subir mais de 70% na Europa desde o fim de fevereiro. O fechamento do Estreito de Hormuz intensificou a pressão sobre os custos, sobretudo de derivados.
Embora não haja risco imediato de desabastecimento, especialistas alertam para possíveis aumentos de preços e escassez localizada, principalmente de combustível de aviação — cerca de 15% do querosene consumido na União Europeia vem do Oriente Médio.
Como ação emergencial, Bruxelas também recomendou adiar manutenções não urgentes em refinarias para garantir a oferta no curto prazo.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.



