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'Eclipse do século' em 2027 impulsiona 'astroturismo' na Europa

Segundo a cientista Kelly Korreck, responsável pelo programa de eclipses da NASA, esse tipo de fenômeno é extremamente raro

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Solar eclipse 1999 • Luc Viatour, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

O eclipse solar total registrado em 21 de agosto de 2017, observado a partir de Madras, no Oregon, já foi considerado um espetáculo raro. Mas um fenômeno ainda mais impressionante está no horizonte: o chamado “eclipse do século”, previsto para 2 de agosto de 2027.

A faixa de totalidade — região onde o Sol será completamente encoberto pela Lua — passará por grandes cidades como Málaga e Cádiz, na Espanha, Tânger, no Marrocos, e Jidá e Meca, na Arábia Saudita. No Egito, Luxor desponta como um dos melhores pontos de observação, já que áreas próximas à cidade terão a maior duração do fenômeno: cerca de seis minutos e 23 segundos.

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O interesse pelo chamado astroturismo vem crescendo nos últimos anos, impulsionado por eventos como eclipses solares. Em 2026, por exemplo, um eclipse total poderá ser visto na Islândia — o único do tipo visível no país neste século. Ainda assim, especialistas já voltam suas atenções para 2027, quando ocorrerá um dos eclipses mais longos já registrados em regiões de fácil acesso.

Segundo a cientista Kelly Korreck, responsável pelo programa de eclipses da NASA, esse tipo de fenômeno é extremamente raro. Isso porque depende de um alinhamento preciso entre Terra, Lua e Sol. Embora eclipses possam ser previstos com grande precisão — inclusive milhares de anos no futuro —, condições ideais para longas durações são incomuns.

Em teoria, o eclipse solar total mais longo possível poderia durar cerca de sete minutos e meio. Para isso, seria necessário que o Sol estivesse no ponto mais distante da Terra, enquanto a Lua estivesse no ponto mais próximo, além de um alinhamento específico ao longo do equador. O evento de 2027, com mais de seis minutos de totalidade, se aproxima bastante desse limite.

Para efeito de comparação, o eclipse de 2026 terá duração de pouco mais de dois minutos, enquanto o eclipse que cruzou a América do Norte em abril de 2024 durou cerca de quatro minutos e meio.

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Mais do que um fenômeno visual, o eclipse total é uma experiência sensorial. Durante a totalidade, a temperatura pode cair até 10 °C, o céu escurece de forma repentina e é possível observar a coroa solar — a camada mais externa do Sol — a olho nu. Em condições favoráveis, também é possível ver estrelas e até alguns planetas.

Especialistas destacam que nenhuma imagem consegue reproduzir fielmente a sensação de vivenciar o eclipse ao vivo. A mudança abrupta de luz pode causar estranhamento, mas o espetáculo costuma ser descrito como inesquecível.

Para assistir ao fenômeno com segurança, é fundamental usar óculos apropriados para observação solar, que atendam à norma internacional ISO 12312-2. A única exceção é durante a totalidade, quando o Sol está completamente encoberto. Outra alternativa segura é utilizar projeções indiretas, como o método do orifício, que permite visualizar o eclipse sem olhar diretamente para o céu.

Com duração incomum e visibilidade em diversos destinos turísticos, o eclipse de 2027 promete ser um dos eventos astronômicos mais marcantes das próximas décadas — e um convite irresistível para quem deseja testemunhar um espetáculo raro da natureza.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.