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Revolução de 1932: conheça destinos paulistas que preservam a memória do conflito

Museus, monumentos, memoriais e antigas frentes de batalha mantêm viva a história da Revolução Constitucionalista em diferentes regiões de São Paulo

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No Obelisco do Ibirapuera está localizado o mausoléu dos combatentes e de personalidades ligadas à Revolução
No Obelisco do Ibirapuera está localizado o mausoléu dos combatentes e personalidades ligadas à Revolução • Rodrigo Romeo / Alesp

A Revolução Constitucionalista de 1932 deixou marcas que permanecem preservadas em diversas cidades paulistas. Mais de nove décadas após o conflito, monumentos, museus, memoriais e antigos campos de batalha ajudam a contar a história do movimento que mobilizou milhares de paulistas entre julho e outubro daquele ano.

Para destacar esse patrimônio histórico, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) reuniu alguns dos principais destinos ligados ao movimento. Os locais permitem conhecer de perto episódios marcantes do conflito por meio de documentos, armamentos, fotografias, monumentos e espaços onde ocorreram importantes confrontos.

São Paulo

Na capital paulista, o principal símbolo da Revolução Constitucionalista é o Obelisco do Ibirapuera. Com 72 metros de altura, o monumento funciona como mausoléu e abriga os restos mortais de combatentes do movimento, entre eles os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, que deram origem à sigla MMDC, além do poeta Guilherme de Almeida.

Outro espaço dedicado ao tema é o Museu da Polícia Militar, na região da Luz, que preserva uniformes, equipamentos e objetos utilizados durante os combates.

Também no centro da cidade está o Edifício Ouro para o Bem de São Paulo, construído com recursos obtidos durante a campanha que arrecadou alianças de casamento da população paulista para financiar a Revolução. A fachada faz referência à bandeira do Estado e se tornou um dos marcos do período.

Cruzeiro

No Vale do Paraíba, Cruzeiro é conhecida como a Capital da Revolução de 1932. A cidade foi palco de importantes confrontos, especialmente na região do Túnel da Mantiqueira, e foi também onde ocorreu a assinatura do armistício que encerrou o conflito.

Entre os principais atrativos está o Memorial de 1932, instalado no edifício histórico onde foi firmado o acordo de rendição. O acervo reúne mais de 300 peças, entre armas, documentos, cartas e objetos utilizados durante a Revolução.

Outro ponto de visitação é o Mirante do Belvedere da Santa, que frequentemente recebe atividades em homenagem aos combatentes.

Campinas, São João da Boa Vista e Apiaí

Campinas teve papel estratégico durante o conflito ao enviar cerca de dois mil soldados para a frente de batalha e servir como importante centro logístico por meio da malha ferroviária. A cidade também sofreu bombardeios durante a Revolução. Hoje, o Mausoléu de 1932, localizado no Cemitério da Saudade, preserva a memória dos combatentes.

Já em São João da Boa Vista, antiga base militar das tropas paulistas, o Mausoléu da Revolução de 1932 homenageia soldados e voluntários que participaram dos confrontos. O município também ficou conhecido pela atuação da professora Maria Stela Rosa Sguassábia, considerada a única mulher a lutar nas trincheiras do conflito.

No Alto Vale do Ribeira, Apiaí guarda lembranças dos combates ocorridos na região. A antiga cadeia municipal e o prédio que serviu de hospital para soldados feridos fazem parte do patrimônio histórico da cidade. Atualmente, o edifício abriga a Casa do Artesão e o Museu de Cerâmica de Apiaí.

Mogi Mirim e Praia Grande

Além desses destinos, outros municípios preservam vestígios da Revolução Constitucionalista. Em Mogi Mirim, um bunker utilizado pelos soldados ainda pode ser visitado. Já em Praia Grande, a Fortaleza de Itaipu relembra um dos episódios mais marcantes do conflito, quando sofreu um bombardeio aéreo em setembro de 1932.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.