Itatiaia

Masp inaugura passagem subterrânea com obra inédita de Beatriz Milhazes

Novo espaço conecta os dois edifícios do museu e transforma o trajeto em uma experiência artística

Por
Passagem subterrânea do Masp abriga obra inédita de Beatriz Milhazes
Passagem subterrânea do Masp abriga obra inédita de Beatriz Milhazes • Eduardo Ortega

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) inaugura nesta sexta-feira (11) uma nova passagem subterrânea de 50 metros na Avenida Paulista, em São Paulo. O espaço liga os edifícios Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi e também abriga uma pintura inédita da artista brasileira Beatriz Milhazes.

A estrutura começou a ser construída em 2023 e é a primeira passagem subterrânea dessa escala em um museu na América Latina. Além de permitir o transporte de obras e equipamentos entre os prédios, o local foi transformado em uma instalação artística que acompanha o visitante durante o percurso.

Obra homenageia fundadores do Masp

Formas e cores inspiradas no Carnaval marcam a obra inédita de Beatriz Milhazes no Masp • Eduardo Ortega
Formas e cores inspiradas no Carnaval marcam a obra inédita de Beatriz Milhazes no Masp • Eduardo Ortega

A pintura criada especialmente para o espaço recebeu o nome de “Pietrolina”. O título faz referência a Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi, casal fundador do museu.

A obra ocupa 98 metros e foi desenvolvida a partir de um desenho elaborado por Milhazes. O trabalho inclui uma pintura de 60 metros e elementos reflexivos distribuídos ao longo de uma parede de 38 metros.

O resultado traz formas geométricas, flores, arabescos, listras e outros elementos característicos da produção da artista. A composição também faz referência ao ritmo e à estética dos desfiles de Carnaval.

A execução da pintura levou cerca de três meses. Para chegar às cores finais, o projeto passou por um estudo cromático que definiu uma paleta com 33 tintas acrílicas

Novo espaço do complexo cultural

A passagem faz parte da expansão do Masp como complexo cultural na Avenida Paulista. O edifício Pietro Maria Bardi foi aberto em março de 2025 e passou a integrar o conjunto formado pelo prédio histórico projetado por Lina Bo Bardi.

A nova ligação subterrânea permite que visitantes circulem entre os dois edifícios por um espaço que também funciona como parte da experiência artística do museu.

A obra de Milhazes ainda estabelece uma relação com “Avenida Paulista”, de 2020, também da artista. A pintura passou a fazer parte do acervo do Masp durante a retrospectiva dedicada à produção da artista, que apresentou mais de 170 obras.

Ingressos

O museu funciona de terça a quinta-feira, das 10h às 18h, na sexta-feira, das 10h às 21h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h. Às terças-feiras e a partir das 18h às sextas-feiras, a entrada é gratuita. Nos demais dias, os ingressos custam R$ 85 a inteira e R$ 42 a meia.

Beatriz Milhazes

Natural do Rio de Janeiro, Beatriz Milhazes tem mais de quatro décadas de carreira e é reconhecida por uma produção marcada por cores vibrantes e referências à cultura brasileira.

Suas obras fazem parte de acervos de instituições internacionais como o MoMA, em Nova York, a Tate Modern, em Londres, o Centro Georges Pompidou, em Paris, e o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri.

No Brasil, trabalhos da artista também integram as coleções da Pinacoteca de São Paulo, do MAM de São Paulo e do próprio Masp.

A produção de Milhazes incorpora referências do modernismo brasileiro e elementos presentes no cotidiano do país, como flores tropicais, Carnaval, rendas, fitas decorativas e ornamentos domésticos.

Por

Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

Belo Horizonte