Itatiaia

Pirâmide 'egípcia' de mais de 2 mil anos volta a receber visitantes em Roma

Monumento histórico passou por obras e terá visitas gratuitas com reserva antecipada

Por
Pirâmide de Céstio, construída há mais de 2 mil anos, reabre para visitação em Roma
Pirâmide de Céstio, construída há mais de 2 mil anos, reabre para visitação em Roma • Pierrette13/Wikimedia Commons

Uma pirâmide construída há mais de 2 mil anos voltou a receber visitantes em Roma, na Itália. A Pirâmide de Céstio, localizada ao lado da Porta San Paolo, no bairro de Testaccio, foi reaberta na sexta-feira (4), após três anos fechada para obras.

A intervenção renovou a área arqueológica e trouxe melhorias de segurança e acessibilidade, além de uma nova iluminação. A reabertura será inicialmente temporária e permitirá visitas em datas específicas de setembro e outubro.

O acesso é gratuito, mas é necessário fazer uma reserva antecipada, sujeita à disponibilidade de vagas.

Sobre a pirâmide

A construção tem cerca de 36 metros de altura e base quadrada com aproximadamente 30 metros de cada lado. O monumento foi erguido entre 18 e 12 a.C. por determinação de Caio Céstio Epulone.

A construção surgiu em um período de forte influência da cultura egípcia em Roma, após a conquista do Egito, em 30 a.C. Céstio era político romano, foi pretor e tribuno da plebe e fazia parte de um dos grandes colégios sacerdotais da Roma Antiga.

O político determinou em testamento que seus herdeiros teriam 330 dias para concluir a construção. Caso o prazo não fosse cumprido, eles perderiam a herança.

Durante séculos, também surgiram lendas de que a pirâmide teria sido construída para abrigar os restos de Rômulo. As inscrições em latim preservadas no monumento identificam, porém, Caio Céstio como a pessoa enterrada no local.

Monumento incorporado às muralhas

No século III, o imperador Aureliano incorporou a pirâmide às Muralhas Aurelianas, construídas entre 271 e 275 d.C. A estrutura passou a integrar o sistema defensivo de Roma.

A inclusão nas muralhas ajudou a preservar o monumento em um período em que outras construções foram desmontadas ou tiveram pedras retiradas para reutilização.

A câmara funerária mantém elementos decorativos, incluindo afrescos com figuras femininas. Com a nova iluminação, os volumes da construção e os elementos preservados no interior passam a ser destacados durante as visitas.

Melhorias para os visitantes

As obras também modificaram os acessos ao monumento. O caminho externo foi repavimentado para melhorar a circulação, as escadas receberam um novo corrimão e as cercas foram modernizadas.

O portão de entrada localizado no Piazzale Ostiense também foi substituído. Nos jardins, o sistema de irrigação passou por melhorias e novos painéis informativos foram instalados.

A intervenção faz parte de um projeto da Superintendência Especial de Roma financiado pelo PNRR. A iniciativa busca preservar a estrutura e melhorar as condições de visitação.

Por

Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

Belo Horizonte