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Dia Mundial do Turismo: conheça patrimônios brasileiros reconhecidos pela Unesco

De paisagens naturais a cidades históricas, bens reconhecidos pela organização mostram a diversidade do turismo brasileiro

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Cataratas do Iguaçu, no Paraná, são Patrimônio Mundial Natural da Unesco desde 1986
Cataratas do Iguaçu, no Paraná, são Patrimônio Mundial Natural da Unesco desde 1986. • Zig Koch/MTUR

O Brasil tem patrimônios reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que representam diferentes aspectos da história, da cultura e das paisagens do país. No Dia Mundial do Turismo, celebrado neste domingo (27), a Itatiaia selecionou oito bens brasileiros que revelam essa diversidade.

Cidade Histórica de Ouro Preto

Ouro Preto foi o primeiro patrimônio cultural do Brasil reconhecido pela Unesco, em 1980 • Pedro Vilela / MTUR
Ouro Preto foi o primeiro patrimônio cultural do Brasil reconhecido pela Unesco, em 1980 • Pedro Vilela / MTUR

Primeiro patrimônio cultural do Brasil inscrito na Lista do Patrimônio Mundial, em 1980, Ouro Preto foi fundada no fim do século XVII e início do século XVIII e se tornou o epicentro da corrida do ouro e da era de ouro do Brasil no século XVIII.

O conjunto histórico acompanha as encostas do antigo Vale da Vila Rica, com ruas sinuosas e um traçado que segue o relevo. Igrejas, praças, pontes, fontes, edifícios públicos e residências formam um conjunto marcado pela arquitetura barroca.

A cidade também está ligada à Inconfidência Mineira, movimento de 1789. Ouro Preto foi ainda cenário do trabalho de artistas importantes do barroco brasileiro, como Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, autor do projeto arquitetônico da Igreja de São Francisco de Assis.

Lençóis Maranhenses

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é marcado por dunas e lagoas temporárias • Biaman Prado/MTur
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é marcado por dunas e lagoas temporárias • Biaman Prado/MTur

No litoral oriental do Maranhão, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é marcado por um cenário formado por dunas, lagoas, praias, rios e diferentes ecossistemas. O local entrou na Lista do Patrimônio Mundial Natural da Unesco em 2024.

Com mais de 155 mil hectares, o parque tem cerca de 80 quilômetros de litoral. A paisagem muda de acordo com o período de chuvas. As águas formam lagoas temporárias entre as dunas, enquanto, na estação seca, os campos de areia ganham ainda mais destaque.

A região também combina características do Cerrado, da Caatinga e da Amazônia, além de áreas de restinga e manguezais. Entre as experiências turísticas estão caminhadas pelas dunas, banho nas lagoas e observação do céu durante a noite.

Serra da Capivara

O Parque Nacional da Serra da Capivara abriga mais de 300 sítios arqueológicos e pinturas rupestres de mais de 25 mil anos • ChicoRasta/MTUR
O Parque Nacional da Serra da Capivara abriga mais de 300 sítios arqueológicos e pinturas rupestres de mais de 25 mil anos • ChicoRasta/MTUR

No sudeste do Piauí, o Parque Nacional da Serra da Capivara é um dos principais patrimônios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco em 1991, o parque está inserido na Caatinga e possui uma paisagem formada por vales, montanhas e áreas planas.

O local abriga mais de 300 sítios arqueológicos, muitos deles com abrigos rochosos decorados por pinturas rupestres. Algumas dessas pinturas têm mais de 25 mil anos.

Para a Unesco, a Serra da Capivara é um dos mais importantes sítios arqueológicos das Américas e representa um testemunho excepcional de antigas comunidades humanas na América do Sul.

Brasília

Brasília foi reconhecida pela Unesco em 1987 pelo conjunto de seu urbanismo modernista e de sua arquitetura • overno do Distrito Federal/Bento Viana
Brasília foi reconhecida pela Unesco em 1987 pelo conjunto de seu urbanismo modernista e de sua arquitetura • overno do Distrito Federal/Bento Viana

Brasília entrou para a Lista do Patrimônio Mundial em 1987 como um marco do urbanismo modernista do século XX. A capital brasileira foi criada entre 1956 e 1960 a partir do projeto urbanístico de Lúcio Costa e da arquitetura de Oscar Niemeyer.

O planejamento da cidade foi estruturado a partir do Eixo Monumental e de um eixo Norte-Sul, seguindo as características do terreno. A integração entre o plano urbanístico e os edifícios modernistas é um dos aspectos destacados pela Unesco.

Entre os principais espaços estão a Praça dos Três Poderes, a Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional, a Catedral, o Palácio Presidencial, o Supremo Tribunal Federal, o Panteão de Juscelino Kubitschek e o Teatro Nacional.

Centro Histórico de Olinda

O Centro Histórico de Olinda preserva igrejas, conventos, capelas e construções dos séculos XVII ao XIX • Walber Moura/MTUR
O Centro Histórico de Olinda preserva igrejas, conventos, capelas e construções dos séculos XVII ao XIX • Walber Moura/MTUR

Reconhecido pela Unesco em 1982, o Centro Histórico de Olinda, em Pernambuco, foi fundado no século XVI pelos portugueses e tem sua história ligada à indústria da cana-de-açúcar. Grande parte do conjunto histórico preservado atualmente remonta ao século XVIII.

O centro histórico combina paisagem, arquitetura e urbanismo. São cerca de 20 igrejas barrocas, conventos e diversas pequenas capelas, além de edifícios públicos dos séculos XVII ao XIX.

As construções religiosas contrastam com casas mais simples, muitas delas pintadas em cores fortes ou revestidas com azulejos. O conjunto está inserido em uma paisagem de vegetação tropical, com a costa e o oceano abaixo.

Parque Nacional do Iguaçu

As Cataratas do Iguaçu são o principal destaque do Parque Nacional do Iguaçu • Zig Koch/MTUR
As Cataratas do Iguaçu são o principal destaque do Parque Nacional do Iguaçu • Zig Koch/MTUR

No Paraná, o Parque Nacional do Iguaçu foi reconhecido como Patrimônio Mundial Natural em 1986. A área fica próxima ao parque argentino que também protege as Cataratas do Iguaçu.

As cataratas são o principal destaque da paisagem. O sistema de quedas se estende por quase três quilômetros, com desníveis que chegam a 80 metros.

Além das quedas-d’água, o patrimônio preserva remanescentes da Mata Atlântica e uma grande diversidade de espécies. Entre os animais citados pela Unesco estão onças-pintadas, onças-pardas, antas, tamanduás-bandeira, ariranhas e diversas espécies de aves e primatas.

Paraty e Ilha Grande

Vista de Paraty, cujo centro histórico faz parte do patrimônio reconhecido pela Unesco em 2019 • Divulgação/Prefeitura de Paraty
Vista de Paraty, cujo centro histórico faz parte do patrimônio reconhecido pela Unesco em 2019 • Divulgação/Prefeitura de Paraty

Inscrito pela Unesco em 2019, Paraty e Ilha Grande – Cultura e Biodiversidade é um patrimônio misto, que combina valores culturais e naturais.

A área inclui o Centro Histórico de Paraty, o Morro da Vila Velha e quatro áreas protegidas, abrangendo trechos da Serra da Bocaina, da Mata Atlântica e da região costeira. A paisagem reúne montanhas, florestas, praias, ilhas e a Baía da Ilha Grande.

O centro histórico preserva o traçado urbano do século XVIII e boa parte das construções coloniais dos séculos XVIII e início do XIX. A região também mantém referências à ocupação indígena e à presença de comunidades tradicionais, como Guarani, Caiçara e Quilombola.

Teatros da Amazônia

O Teatro Amazonas e o Theatro da Paz foram reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Mundial Cultural em 2026 • Ana Claudia Jatahy/MTUR
O Teatro Amazonas e o Theatro da Paz foram reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Mundial Cultural em 2026 • Ana Claudia Jatahy/MTUR

O Teatro Amazonas, em Manaus (AM), e o Theatro da Paz, em Belém (PA), foram reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Mundial Cultural em julho de 2026. A inscrição, chamada de Teatros da Amazônia, foi a primeira manifestação cultural da Região Norte a entrar na Lista do Patrimônio Mundial.

Os dois teatros representam o período de crescimento econômico provocado pelo ciclo da borracha, entre o fim do século XIX e o início do século XX, quando Manaus e Belém se consolidaram como centros comerciais e culturais.

O Teatro Amazonas foi inaugurado em 1878, enquanto o Theatro da Paz abriu as portas em 1896. As construções combinam materiais europeus com madeiras e elementos inspirados na floresta amazônica.

Além das apresentações de ópera, os espaços passaram a receber diferentes manifestações culturais, como carimbó, boi-bumbá, jazz, concertos, cinema e festivais. A proteção reconhecida pela Unesco também contempla áreas urbanas próximas aos teatros, como o Largo de São Sebastião, em Manaus, e a Praça da República, em Belém.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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