Confira a cidade submersa na Bahia onde Wagner Moura passou a infância
Antigo município de Rodelas foi inundado após a construção de uma hidrelétrica no Rio São Francisco e marcou os primeiros passos artísticos do ator

Antes de ganhar projeção internacional e ser indicado ao Oscar, o ator Wagner Moura viveu parte da infância em uma cidade do sertão baiano que hoje está submersa. O antigo município de Rodelas, a cerca de 500 quilômetros de Salvador, foi inundado no fim dos anos 1980 após a construção da Usina Hidrelétrica de Luiz Gonzaga, conhecida anteriormente como Usina de Itaparica.
Antes de desaparecer sob as águas do Rio São Francisco, a cidade foi palco das primeiras experiências artísticas do ator. Em 1989, Moura apareceu ainda criança no documentário O Sertão Que Virou Mar, no qual relata a experiência de deixar o município onde passou a infância.
MarceloLC, Public domain, via Wikimedia Commons">
A antiga Rodelas precisou ser abandonada após o fechamento das comportas da hidrelétrica, concluída em 1988, etapa necessária para a formação do reservatório. Os moradores foram transferidos para a chamada Nova Rodelas, construída em uma área mais elevada próxima ao antigo centro urbano.
Hoje, da cidade original restou apenas a caixa-d’água que abastecia a população, visível acima do lago e considerada um símbolo da antiga comunidade.
A formação do reservatório também provocou o alagamento de outros municípios da região, como Barra do Tarrachil, na Bahia, e Petrolândia e Itacuruba, em Pernambuco.
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Primeiros passos no teatro
Foi em Rodelas que Wagner Moura teve os primeiros contatos com o teatro. Em 1987, ainda criança, ele participou de apresentações do grupo amador Guterchaplin, que permanece ativo na cidade.
A estreia aconteceu na peça “A Profecia”, um auto de Natal encenado nas ruas do município. Antes de se mudar novamente para Salvador, em 1990, o futuro ator ainda participou da montagem “A Estrela”.
Já na capital baiana, Moura aprofundou o interesse pelas artes cênicas. Aos 16 anos, começou a atuar em produções teatrais locais e pouco depois recebeu o Prêmio Braskem de Teatro na categoria revelação pela atuação na peça Abismo de Rosas, dirigida por Fernando Guerreiro.
Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, o ator chegou a trabalhar na televisão antes de consolidar carreira nos palcos. O reconhecimento nacional veio em 2000 com a peça A Máquina, de Adriana Falcão e João Falcão, em que dividiu cena com Lázaro Ramos.
O sucesso da montagem abriu caminho para o cinema e a televisão, iniciando uma trajetória que hoje soma mais de duas décadas de carreira e projeção internacional.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.



