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Segundo Colleen Hoover, esses 6 livros são essenciais para quem escreve ficção

A autora best-seller revela as obras que moldaram sua escrita e inspiraram romances como 'Verity', com lições sobre narrativa psicológica e tensão literária

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Anne Hathaway em Verity
Anne Hathaway em Verity • Divulgação

Entre turnos como assistente social e as madrugadas dedicadas à escrita, Colleen Hoover lia obsessivamente. Antes de se tornar a autora de ‘Verity’ e ‘É Assim Que Acaba’ — romances que conquistaram Hollywood e milhões de leitores —, ela mergulhava em outras histórias para entender como criar personagens inesquecíveis e tramas que grudam na memória.

Para a série

'You', de Caroline Kepnes — dentro da mente de um personagem detestável

Caroline Kepnes construiu em Joe Goldberg um protagonista moralmente repugnante, mas impossível de abandonar. Hoover reconhece que essa experiência de estar dentro da cabeça de Joe — fascinante e desconfortável ao mesmo tempo — moldou diretamente a escrita do manuscrito de ‘Verity’.

A lição central: não é preciso gostar de um personagem, ou mesmo concordar com seus valores morais, para querer continuar lendo sobre ele. Kepnes provou que a voz narrativa intensa supera a simpatia como motor de engajamento.

Essa técnica de mergulho psicológico em uma mente perturbada se tornou a espinha dorsal de ‘Verity’, onde o manuscrito revela pensamentos que desafiam qualquer conforto moral do leitor.

'Swear on This Life', de Renée Carlino — quando a leitora vira personagem

Renée Carlino construiu uma premissa irresistível: uma mulher abre um romance e descobre que alguém escreveu sobre seu próprio passado. Hoover destaca como Carlino incorporou a experiência de ser leitora dentro da narrativa.

A estrutura meta-literária — ficção dentro da ficção — cria camadas de identificação. O leitor não apenas acompanha a protagonista, mas também experimenta o choque de reconhecimento que ela sente ao ler sobre si mesma.

Segundo Hoover, a execução magistral dessa ideia genial demonstra como a arquitetura narrativa pode amplificar o impacto emocional de uma história.

'Como eu era antes de você', de Jojo Moyes — escolhas sem resposta certa

O romance de Jojo Moyes oferece algo que Hoover considera essencial para narrativas poderosas: escolhas difíceis sem solução óbvia. A obra combina conexão profunda entre personagens, sofrimento genuíno e ambiguidade moral.

Não há vilões simples nem heróis perfeitos. Os personagens enfrentam dilemas onde qualquer decisão carrega peso e consequências. Essa complexidade moral transforma a leitura em experiência visceral.

Para Hoover, essa combinação de elementos — conexão emocional intensa mais conflitos sem saída fácil — explica por que o livro se torna tão impactante e duradouro.

'Antes de te deixar ir', de Kennedy Ryan — quando a autora não facilita
Kennedy Ryan constrói obstáculos reais para suas personagens, e Hoover aponta isso como razão central de seu amor pela obra. A autora não suaviza o sofrimento nem oferece soluções convenientes.

A escrita de Ryan funciona em registro diferente do universo de ‘Verity’ — menos thriller psicológico, mais drama emocional profundo — mas a abordagem destemida aos conflitos das personagens serve de inspiração constante.

Segundo Hoover, observar como Ryan maneja a dor e o crescimento de suas protagonistas influencia sua própria coragem narrativa ao descrever situações extremas.

'Loucos por livros', de Emily Henry — inveja criativa de leitora

Emily Henry provoca em Hoover uma reação dupla: felicidade como leitora e inveja como escritora. Embora não tenha influenciado ‘Verity’ diretamente — Hoover escreveu o thriller antes de descobrir Henry —, a autora se tornou sua escolha para relaxar.

Após mergulhos intensos em thrillers psicológicos, tanto lendo quanto escrevendo, Hoover recorre aos romances de Henry como contraponto. A leveza, o humor e a química entre personagens funcionam como uma descompressão necessária.

A obra de Henry representa o equilíbrio no cardápio literário de Hoover: depois da tensão e do desconforto, o prazer puro da leitura.

'Mud Vein', de Tarryn Fisher — arquitetura de frases como arte

Tarryn Fisher ocupa o posto de autora favorita de thrillers de Hoover, que elogia a estrutura das frases como arte em si. ‘Mud Vein’ capturou Hoover desde a primeira página com elementos que ela valoriza: local isolado, elenco reduzido de personagens e necessidade urgente de virar cada página.

A trama prende dois personagens em situação limite, e o leitor vira páginas compulsivamente para descobrir a saída. Mas além da tensão narrativa, Fisher entrega uma história de amor assombrosamente bela.

Para Hoover, ‘Mud Vein ‘demonstra que thriller e romance não são categorias opostas — quando executados com maestria, eles se amplificam mutuamente, criando experiência de leitura inesquecível.

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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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