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Primavera chegou: 3 cuidados simples que podem ajudar as plantas a crescer

Especialista recomenda adaptar a exposição à luz, observar a umidade do substrato antes de regar e fazer uma poda seletiva para retirar folhas e caules danificados

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Canva/ Reprodução

A chegada da primavera pode ser percebida dentro de casa pelo surgimento de novas folhas, brotos e caules. Esses sinais mostram que muitas plantas de interior estão deixando para trás o período de menor atividade e entrando em uma fase de crescimento mais intenso.

Nesse momento, alguns cuidados simples podem fazer diferença. Em vez de mudar completamente a rotina de uma só vez, a recomendação é ajustar gradualmente as condições em que cada planta é cultivada, levando em consideração as características da espécie.

Entre as principais medidas estão aumentar a exposição à luz de maneira progressiva, adequar a rega à umidade do substrato e retirar partes da planta que estejam secas, amareladas ou enfraquecidas.

Mais luz, mas sem mudanças bruscas

Com o aparecimento de novos brotos, a planta precisa de condições adequadas para realizar a fotossíntese e sustentar a formação de folhas e caules. Por isso, a primavera é um bom momento para verificar se o local onde o vaso ficou durante os meses de menor luminosidade continua sendo adequado.

A botânica Halina Shamshur, recomenda aproximar de uma janela as espécies que precisam de pouca luz, mas sem colocá-las diretamente sob o sol. Para plantas que toleram maior luminosidade, a adaptação também deve ocorrer aos poucos, evitando danos às folhas jovens.

A orientação da Royal Horticultural Society segue a mesma linha: cada espécie possui necessidades específicas de luminosidade. A luz forte que atravessa o vidro pode causar queimaduras em plantas mais sensíveis, enquanto a iluminação intensa e indireta costuma ser adequada para muitas espécies.

Por isso, simplesmente colocar a planta mais perto da janela não é suficiente. A orientação do ambiente, a quantidade de horas de sol direto, o uso de cortinas e a época do ano também interferem na quantidade de luz recebida.

Depois de mudar o vaso de lugar, vale observar a resposta da planta por alguns dias. Folhas firmes, brotos com coloração normal e ausência de manchas secas ou bordas queimadas são sinais de que a nova posição pode estar funcionando.

A rega não deve seguir um calendário fixo

Temperaturas mais altas e o surgimento de novas folhas podem aumentar o consumo de água de algumas plantas. Isso, porém, não significa que todos os vasos precisem receber água com a mesma frequência.

O tamanho do recipiente, o sistema de drenagem, a quantidade de luz, a temperatura do ambiente e, principalmente, a espécie influenciam a necessidade de água.

Shamshur explica que as plantas geralmente precisam de mais umidade durante o período de crescimento do que durante a fase de dormência do inverno. Mesmo assim, o aumento deve ser gradual. O objetivo é evitar tanto que o substrato fique seco por tempo demais quanto que permaneça constantemente encharcado.

Uma orientação prática é verificar a umidade do substrato antes de pegar o regador. A Royal Horticultural Society também recomenda não regar simplesmente porque chegou determinado dia da semana. O recipiente deve ter furos para permitir a drenagem, e a água acumulada no prato deve ser retirada depois da rega.

Cada espécie tem uma necessidade diferente. Cactos, por exemplo, precisam que o substrato seque entre as regas, enquanto outras plantas preferem manter uma umidade mais constante. Assim, observar o estado real da terra é mais útil do que seguir uma frequência rígida.

Folhas secas e caules fracos podem ser retirados

A primavera também é uma oportunidade para fazer uma pequena limpeza nas plantas. Depois do inverno, algumas podem apresentar folhas amareladas ou secas e caules enfraquecidos por pouca luminosidade, alterações de temperatura ou problemas relacionados à rega.

A recomendação é retirar apenas as partes que realmente estejam deterioradas. Para isso, devem ser utilizadas tesouras ou podadores limpos e bem afiados. Na retirada de uma folha, o corte pode ser feito próximo à base do pecíolo.

A especialista também recomenda eliminar caules secos, fracos ou excessivamente alongados. No entanto, a poda não deve ser feita de maneira indiscriminada, já que cada espécie apresenta características próprias e pode reagir de forma diferente ao corte.

O Jardim Botânico de Missouri também recomenda a remoção de folhas murchas ou descoloridas utilizando ferramentas limpas. A instituição destaca que o acúmulo de material vegetal morto pode favorecer o aparecimento de pragas e doenças.

Além disso, a poda pode alterar a estrutura da planta e direcionar seu crescimento. Por isso, retirar apenas o tecido danificado é uma maneira mais cuidadosa de aproveitar o início da fase de desenvolvimento.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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