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Por que os mosquitos escolhem certas pessoas como alvo? A ciência explica

O cheiro natural do corpo humano desempenha papel importante na escolha deles

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Mosquitos podem se atrair mais por determinados indivíduos
Mosquitos podem se atrair mais por determinados indivíduos • Freepik

Você já teve a impressão de que os mosquitos sempre escolhem você, enquanto quem está ao seu lado passa ileso? A boa notícia é que isso não é coisa da sua cabeça. A ciência mostra que algumas pessoas realmente são mais atraentes para esses insetos e o motivo não tem nada a ver com o famoso mito do "sangue doce".

As fêmeas dos mosquitos, que são as responsáveis pelas picadas, conseguem identificar o dióxido de carbono que eliminamos ao respirar a dezenas de metros de distância. Quando chegam mais perto, outros fatores entram em ação, como o calor do corpo, o cheiro da pele e até os compostos produzidos pela microbiota, o conjunto de microrganismos que vive naturalmente em nossa pele.

Cada pessoa libera uma combinação única de centenas de substâncias químicas, formando uma espécie de "assinatura" corporal. Para alguns mosquitos, esse aroma é simplesmente mais atraente do que outros.

Pesquisas também ajudam a desmentir algumas crenças populares. Até o momento, não há evidências científicas de que o tipo sanguíneo ou características como cor da pele, dos olhos ou dos cabelos influenciam quem será mais picado.

Por outro lado, situações como a gravidez e o consumo de bebidas alcoólicas podem aumentar a atração dos mosquitos. Isso acontece porque essas condições alteram a temperatura do corpo, a quantidade de dióxido de carbono liberada na respiração e os odores naturais da pele.

Com doenças como dengue, zika e chikungunya ainda representando um desafio para a saúde pública, entender o comportamento desses insetos tem sido uma prioridade para os pesquisadores.

Enquanto novas estratégias de controle não chegam, a recomendação continua sendo investir nas medidas de proteção já conhecidas: usar repelente, vestir roupas compridas e mais folgadas, dormir com mosquiteiros quando necessário e evitar o consumo excessivo de álcool.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atuou na Rádio UFMG Educativa e em empresas de marketing, com experiência em produção de conteúdo, SEO e redação Atualmente, escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.