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Polo Norte magnético da Terra já se deslocou 2.250 km; entenda os impactos

Mudança monitorada por cientistas exige atualizações em sistemas usados por aviões, navios, satélites e tecnologias de localização em todo o mundo

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Polo Norte magnético da Terra já se deslocou 2.250 km; entenda os impactos
Polo Norte magnético da Terra já se deslocou 2.250 km; entenda os impactos • Foto: Freepik

O Polo Norte magnético da Terra continua se movendo e já percorreu mais de 2.250 quilômetros desde que sua posição começou a ser monitorada, em 1831. A mudança, que levou o polo do Ártico canadense em direção à Sibéria, vem sendo acompanhada por cientistas porque afeta sistemas de navegação usados por aviões, navios, satélites e dispositivos eletrônicos.

Embora a alteração não seja percebida pela maioria das pessoas no dia a dia, ela obriga especialistas a atualizar periodicamente os modelos que servem de referência para tecnologias de localização e orientação em todo o planeta.

Por que o Polo Norte magnético está mudando?

O campo magnético da Terra é gerado no núcleo externo do planeta, uma camada composta principalmente por ferro e níquel líquidos. O movimento constante desses metais cria correntes elétricas que funcionam como um gigantesco gerador natural.

Como o núcleo terrestre está em permanente transformação, o campo magnético também muda ao longo do tempo. Por isso, o Polo Norte magnético não permanece fixo como o Polo Norte geográfico mostrado nos mapas.

Segundo um estudo publicado na revista Nature Geoscience, a migração do polo está ligada à interação entre grandes regiões de fluxo magnético localizadas na fronteira entre o núcleo e o manto terrestre, uma sob o Canadá e outra sob a Sibéria.

Por que cientistas atualizam os sistemas de navegação?

Para acompanhar essas mudanças, especialistas mantêm atualizado o Modelo Magnético Mundial (World Magnetic Model – WMM), utilizado por governos, empresas de tecnologia e setores de transporte em diferentes países.

A versão mais recente, chamada WMM2025, foi divulgada em dezembro de 2024 e permanecerá em vigor até o fim de 2029.

O modelo permite que equipamentos convertam o norte magnético em informações precisas de direção. Sem essas correções, pequenos desvios podem se transformar em erros significativos durante trajetos longos, especialmente em rotas aéreas, marítimas e regiões polares.

O que muda na prática?

Para a maioria das pessoas, praticamente nada. Sistemas de GPS utilizam satélites e diversas outras tecnologias para determinar a localização.

Ainda assim, o campo magnético continua sendo uma referência importante para equipamentos que dependem de orientação precisa. Quando os modelos ficam desatualizados, a margem de erro pode aumentar gradualmente.

Os setores mais atentos a essas mudanças são:

  • Aviação, por causa das rotas e pistas orientadas pelo norte magnético;
  • Navegação marítima, especialmente em áreas remotas;
  • Satélites, drones e sistemas autônomos de alta precisão.

Há motivo para preocupação?

Não. Os cientistas destacam que o campo magnético da Terra muda naturalmente há milhões de anos. O planeta já passou por diversas alterações e até por inversões magnéticas, quando os polos trocam de posição.

Esses processos, porém, costumam ocorrer de forma extremamente lenta, ao longo de milhares de anos, e não representam uma ameaça imediata para a população.

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