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O homem mais feliz do mundo revela as três coisas que você precisa abandonar na vida

Para Matthieu Ricard, o caminho para uma vida mais feliz começa quando aprendemos a lidar com emoções que alimentam o sofrimento

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Matthieu Ricard, considerado o homem mais feliz do mundo
Matthieu Ricard, considerado o homem mais feliz do mundo • Reprodução/Wikimedia Commons

Descobrir o segredo da felicidade ainda é um desafio para muita gente. Diferentemente da alegria, que costuma aparecer em momentos específicos, a felicidade pode ser entendida como um estado mais duradouro de bem-estar. Entre as pessoas que se dedicam a estudar esse sentimento está Matthieu Ricard, monge budista conhecido mundialmente como o homem mais feliz do mundo.

Autor do livro “Felicidade: um guia para desenvolver a habilidade mais importante da vida”, Ricard já contou que chegou a pensar em dar à obra o título de Sofrimento. A razão é simples: segundo ele, encontrar a verdadeira felicidade também envolve reconhecer e afastar aquilo que nos faz sofrer.

Para ser feliz, livre-se destes três sentimentos

Para Ricard, a felicidade está diretamente ligada à liberdade, mas não àquela que envolve o mundo exterior. Ele se refere à liberdade mental, ou seja, à capacidade de não ficar preso a pensamentos e emoções que provocam frustração e sofrimento.

“A liberdade interior é estar livre de traços mentais e reflexões que, eventualmente, se traduzem em frustração e sofrimento”, explicou em entrevista à BBC News Mundo.

Segundo o monge, um dos primeiros passos para alcançar uma vida mais feliz é aprender a lidar com três sentimentos que podem comprometer o bem-estar:

  • Ódio;
  • Orgulho;
  • Ciúmes.

Essas emoções, quando alimentadas constantemente, podem gerar conflitos, ansiedade, estresse e insegurança. Com isso, acabam prejudicando a saúde emocional e dificultando a construção de uma vida mais equilibrada e feliz.

Na mesma entrevista à BBC, Ricard destacou que, quando alguém se deixa dominar pelo ódio, pelo ciúme persistente e pelo orgulho, acaba se tornando “escravo das próprias fabricações mentais”.

Ele também lembra que nem sempre podemos controlar o que acontece ao nosso redor, mas temos a possibilidade de trabalhar a maneira como pensamos e reagimos às situações.

“Nosso controle das condições externas é limitado e, às vezes, ilusório, mas podemos trabalhar nossa própria mente. Ela pode ser nossa melhor amiga ou pior inimiga. É a mente que traduz as circunstâncias externas em felicidade ou infelicidade. Portanto, se conseguirmos treinar a nossa mente e dominá-la um pouco, será de grande ajuda para nos libertarmos de nossas tendências habituais e pensamentos automáticos e, assim, sermos mais felizes”, disse.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atuou na Rádio UFMG Educativa e em empresas de marketing, com experiência em produção de conteúdo, SEO e redação Atualmente, escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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