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O hábito silencioso que pode afetar a saúde do cérebro na velhice

Pesquisa aponta que um comportamento comum entre idosos pode impactar diretamente as funções cognitivas

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Isolamento social na terceira idade pode ter impactos significativos sobre a saúde do cérebro
Isolamento na terceira idade pode ter impactos significativos sobre a saúde cerebral • Freepik

Envelhecer faz parte da vida e traz diversas mudanças, não apenas no corpo, mas também na forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos com os outros. Embora algumas alterações cognitivas sejam naturais com o passar dos anos, determinados hábitos podem influenciar a saúde do cérebro e acelerar perdas importantes.

Um dos fatores que mais chamam a atenção dos especialistas é o isolamento social. Passar longos períodos sozinho, ter pouco contato com familiares, amigos ou grupos de convivência pode afetar o funcionamento do cérebro e aumentar significativamente problemas de memória.

Uma pesquisa publicada no Journal of Gerontology apontou que o isolamento social na terceira idade está associado a um maior risco de desenvolvimento de demência, incluindo doenças como o Alzheimer, que comprometem a memória e outras capacidades cognitivas.

Com o avanço da idade, muitas pessoas acabam reduzindo a frequência de atividades fora de casa por motivos relacionados à saúde, mobilidade ou mudanças na rotina. Aos poucos, esse afastamento pode diminuir as oportunidades de interação e fortalecer uma condição conhecida como fragilidade social.

Segundo especialistas, essa fragilidade não significa apenas sentir solidão. Ela também está relacionada à redução da rede de apoio e à falta de vínculos próximos, com pessoas de confiança para conversar e buscar ajuda quando necessário.

Para o psicólogo Suraj Samtani, da Universidade de New South Wales, na Austrália, uma pessoa socialmente frágil é aquela que possui menos conexões próximas e menos relações de confiança ao seu redor.

Os resultados do estudo indicam que idosos com maior nível de isolamento social podem apresentar até 50% mais risco de desenvolver demência quando comparados àqueles que mantêm uma vida social mais ativa.

A boa notícia é que mudanças positivas podem acontecer em qualquer fase da vida. Manter contato com outras pessoas, participar de atividades em grupo e fortalecer os laços familiares e de amizade são atitudes que podem contribuir para preservar a saúde mental e retardar o declínio cognitivo, inclusive em pessoas que já apresentam algum diagnóstico de demência.

Por isso, especialistas reforçam que cuidar das relações sociais também é uma forma de cuidar do cérebro. Pequenos momentos de convivência e atividades compartilhadas podem fazer parte de um envelhecimento mais saudável e com mais qualidade de vida.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atuou na Rádio UFMG Educativa e em empresas de marketing, com experiência em produção de conteúdo, SEO e redação Atualmente, escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.