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Natureza mortal: as 6 Ilhas mais perigosas do mundo

De tribos isoladas a áreas contaminadas por radiação e gases tóxicos, algumas ilhas espalhadas pelo planeta representam perigo extremo

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Nem toda ilha paradisíaca foi feita para receber turistas. Em diferentes partes do mundo, existem territórios cercados por histórias assustadoras, riscos ambientais extremos e regras rígidas de acesso. Em alguns casos, a ameaça vem da própria natureza. Em outros, da necessidade de proteger povos isolados ou evitar tragédias humanas.

Essas ilhas se transformaram em símbolos dos limites da presença humana, reunindo desde serpentes altamente venenosas até resíduos nucleares, gases tóxicos e ecossistemas considerados intocáveis pela ciência. A seguir, conheça sete das ilhas mais perigosas do planeta.

1) Ilha das Bonecas (México)

Localizada nos canais de Xochimilco, na Cidade do México, a Ilha das Bonecas ficou conhecida pelo cenário perturbador formado por centenas de bonecas penduradas em árvores e estruturas.

A história começou na década de 1950, quando Julián Santana Barrera passou a espalhar bonecas pelo local após afirmar que encontrou o corpo de uma menina afogada na região. Segundo ele, os objetos serviriam para afastar o espírito da criança.

Com o passar dos anos, o lugar se tornou um dos destinos mais curiosos e assustadores do país. A fama aumentou ainda mais quando Santana Barrera foi encontrado morto no mesmo canal onde dizia ter visto a menina. O episódio fortaleceu as lendas locais e transformou a ilha em um ponto de interesse para turistas atraídos por histórias sobrenaturais.

2) Ilha de Queimada Grande (Brasil)

A cerca de 35 quilômetros do litoral de São Paulo está a Ilha de Queimada Grande, conhecida mundialmente como Ilha das Cobras.

O local abriga a jararaca-ilhoa, espécie encontrada apenas nessa ilha. O veneno do animal é tão potente que pode provocar necrose e falência de órgãos em poucas horas.

Estudos apontam uma concentração impressionante de serpentes em determinadas áreas. Por causa do risco, a entrada é restrita e permitida apenas para pesquisadores autorizados. O farol existente na ilha funciona de forma automática, sem necessidade de presença humana permanente.

3) Atol de Bikini (Ilhas Marshall - EUA)

No Oceano Pacífico, o Atol de Bikini carrega as marcas de um dos capítulos mais controversos da história nuclear.

Entre 1946 e 1958, os Estados Unidos realizaram 23 testes atômicos na região. A explosão mais conhecida, chamada Castle Bravo, teve uma potência muito superior à prevista e espalhou contaminação radioativa pelo ambiente.

Décadas depois, resíduos de elementos como césio e plutônio ainda permanecem presentes. A contaminação afeta o solo, a vegetação e animais da região, tornando inviável uma ocupação humana segura.

4) Poveglia (Itália)

Na lagoa de Veneza, a pequena ilha de Poveglia ficou marcada por epidemias que assolaram a Europa durante séculos.

A partir do século XIV, o local foi utilizado para isolar vítimas da peste e serviu como área de sepultamento e cremação de milhares de pessoas. Pesquisas recentes identificaram grandes quantidades de cinzas humanas no solo.

Mais tarde, a ilha também abrigou um hospital psiquiátrico, encerrado em 1968. Hoje, o governo italiano restringe o acesso ao local, que continua cercado por relatos de assombrações e histórias sombrias.

5) Surtsey (Islândia)

Diferentemente das demais ilhas desta lista, o perigo de Surtsey está relacionado à preservação científica.

A ilha surgiu em 1963 após uma erupção vulcânica no sul da Islândia. Desde então, cientistas acompanham o desenvolvimento natural da vida no local para entender como ecossistemas se formam do zero.

O acesso é extremamente controlado para evitar qualquer interferência humana. Um simples descuido pode alterar processos biológicos que vêm sendo observados há décadas. Por isso, apenas pesquisadores autorizados conseguem entrar na ilha sob protocolos rigorosos.

6) Miyake-jima (Japão)

Mesmo habitada, Miyake-jima convive diariamente com uma ameaça invisível.

A ilha japonesa está sob influência constante das emissões de dióxido de enxofre liberadas pelo vulcão Oyama. Após uma grande erupção em 2000, todos os moradores precisaram ser evacuados.

Quando o retorno foi autorizado, novas regras passaram a fazer parte da rotina local. Durante anos, moradores precisaram portar máscaras especiais e permanecer atentos aos sistemas de alerta que monitoram a qualidade do ar.

A exposição prolongada ao gás pode causar problemas respiratórios e exige acompanhamento médico frequente.

7) Sentinel do Norte (Índia)

Entre as ilhas mais inacessíveis do planeta está Sentinel do Norte, localizada no arquipélago de Andamão.

O território é habitado pelos sentineleses, um dos últimos povos do mundo sem contato regular com a civilização moderna. Para proteger tanto a comunidade quanto visitantes, o governo da Índia mantém uma zona de exclusão ao redor da ilha.

Especialistas alertam que doenças consideradas comuns em outras partes do mundo podem ser devastadoras para a população local, que não possui imunidade contra muitos agentes infecciosos.

A resistência dos sentineleses a qualquer aproximação externa também é conhecida. Em 2018, um missionário americano foi morto ao tentar entrar na ilha sem autorização, episódio que reforçou a política de isolamento adotada pelas autoridades.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.