Menor país da Ásia constrói megaporto capaz de movimentar 65 milhões de contêineres
Complexo em Singapura terá operação automatizada e capacidade recorde para contêineres

Singapura, um dos menores países do mundo em território, está construindo aquele que deve se tornar o maior porto totalmente automatizado do planeta. O projeto do Porto de Tuas promete transformar o litoral do país asiático e ampliar significativamente sua capacidade logística nas próximas décadas.
Quando estiver concluído, o complexo terá capacidade para movimentar até 65 milhões de contêineres por ano, quase o dobro do volume registrado pelo país em 2021. A estrutura ocupará uma área de cerca de 1.337 hectares, equivalente a aproximadamente 3.300 campos de futebol, e contará com 66 berços de atracação.
Na costa oeste de Singapura, o projeto vem mudando a paisagem da região com uma gigantesca operação de engenharia marítima. Um dos destaques da obra é a construção de um extenso muro de contenção formado por 227 estruturas gigantes de concreto.
As peças, comparáveis à altura de prédios de cerca de 10 andares, estão sendo utilizadas para criar áreas artificiais protegidas contra as forças do oceano. Após serem posicionadas no mar, as estruturas recebem materiais de lastro para garantir estabilidade no fundo marítimo.
O muro de contenção terá aproximadamente 9,1 quilômetros de extensão e faz parte da segunda fase do empreendimento, considerada uma das maiores etapas de expansão do projeto.
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O Porto de Tuas faz parte de uma estratégia nacional de reorganização logística. A proposta é concentrar, nas próximas décadas, grande parte das operações portuárias atualmente espalhadas por diferentes terminais de Singapura em um único complexo altamente automatizado.
Além das dimensões impressionantes, o projeto também aposta em tecnologia de ponta. O porto utilizará inteligência artificial, veículos autônomos e guindastes operados remotamente para automatizar grande parte das operações.
Entre os equipamentos previstos estão veículos guiados automaticamente, conhecidos como AGVs, capazes de transportar contêineres entre os terminais sem necessidade de motorista. A operação também contará com integração via tecnologia 5G e sistemas digitais centralizados.
Segundo autoridades portuárias locais, o modelo deve aumentar a eficiência operacional, ampliar a produtividade e reforçar a segurança das operações no complexo.
Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.



