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Funcionária pede para fechar porta por causa do frio, é demitida e indenizada

Disputa no local de trabalho terminou com uma decisão judicial inesperada

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Funcionária sentia frio constante pela porta aberta na loja
Funcionária sentia frio constante pela porta aberta na loja • Canva

Uma funcionária de um café na Inglaterra foi demitida após pedir que a porta fosse fechada porque estava com frio. A demissão incomum levou a uma batalha judicial que, após vários meses, terminou com uma decisão favorável a ela.

O incidente ocorreu em 2024 em um café de Londres, quando Leila Ayad, uma atendente que trabalhava no estabelecimento desde 2023, reclamou que os gerentes mantinham a porta do estabelecimento aberta para atrair clientes mesmo durante o inverno.

Ela fez a denúncia em um grupo de WhatsApp, explicando que o ambiente de trabalho era muito frio, obrigando-a a usar três camadas de roupas e ainda um colete térmico. Relatou também que a temperatura chegou a cair para 12 graus Celsius e que não era permitido ligar o aquecedor. A informação é do jornal argentino TN.

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Diante dessa situação, a gerência do café decidiu reduzir a carga horária dela e, alguns meses depois, demiti-la por e-mail. Para justificar o desligamento, alegaram problemas de pontualidade, atitude e desempenho.

Tribunal decide a favor da funcionária e ordena pagamento de indenização 

Contudo, longe de aceitar a demissão, Ayad decidiu levar o caso à justiça e obteve uma decisão favorável. O tribunal do trabalho considerou a justificativa da empresa insuficiente e a reclamação do trabalhador válida, uma vez que estava relacionada a preocupações com a saúde e a segurança no trabalho.

Por que a demissão foi considerada injusta?

Algumas das razões pelas quais o tribunal considerou a demissão injusta são:

  • A queixa da trabalhadora estava relacionada às condições de saúde e segurança no trabalho;
  • A temperatura na sala estava baixa e poderia afetar o desempenho e o bem-estar;
  • A funcionária relatou a situação por meio dos canais internos da empresa.
  • Não houve resposta adequada por parte do empregador à proposta;
  • A empresa não apresentou uma justificativa sólida para os motivos da demissão;
  • Foi detectada uma relação entre a reclamação e as medidas subsequentes, como a redução do horário de trabalho.

O tribunal entendeu que a decisão era desproporcional ao contexto. Além de determinar que a demissão foi injusta, o tribunal ordenou que a empresa pagasse a Leila Ayad uma indenização de 21.533 libras esterlinas, equivalente a mais de 20.000 euros.

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