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Formigamento frequente nas mãos e nos pés pode ser um sinal de alteração nos nervos

Causas podem variar desde uma compressão temporária até lesões nervosas mais graves, inflamações e alterações metabólicas que prejudicam a condução dos estímulos

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Formigamento é sinal de alerta
Formigamento é sinal de alerta • Pixabay

O formigamento, cujo termo técnico é parestesia, ocorre quando há uma falha ou interferência na comunicação entre os nervos periféricos e o cérebro. Embora sentir essa sensação ocasionalmente nas mãos ou pés possa ser comum, a recorrência frequente acende um alerta para condições que vão além de problemas circulatórios momentâneos.

As causas podem variar desde uma compressão temporária até lesões nervosas mais graves, inflamações e alterações metabólicas que prejudicam a condução dos estímulos.

Polineuropatia Periférica: quando o sintoma é recorrente:

A polineuropatia periférica destaca-se como uma das causas principais para o formigamento persistente. Essa condição surge quando os nervos das extremidades são danificados por diversos fatores, tais como:

Diabetes e oscilações nos níveis de glicose;
Deficiências nutricionais, especialmente de vitaminas do complexo B;
Alcoolismo, infecções ou doenças autoimunes.

Os sintomas da polineuropatia costumam se manifestar de forma simétrica, iniciando-se pelos dedos e progredindo gradualmente. Além do formigamento, o paciente pode sentir queimação, dormência, pontadas e perda de sensibilidade.

A relação crucial entre glicose e saúde nervosa:

Estudos científicos, como os publicados pela American Diabetes Association, comprovam que a hiperglicemia (açúcar elevado no sangue) tem um impacto direto e danoso nos nervos periféricos. O controle rigoroso da glicemia é fundamental, pois reduz significativamente o risco de neuropatia em diabéticos do tipo 1 e retarda o avanço da doença no tipo 2. Portanto, o diagnóstico precoce é essencial para evitar o agravamento de complicações neurológicas.

Diagnóstico e investigação clínica

Para identificar a origem exata da parestesia, é necessária uma avaliação clínica que considere o histórico de saúde e os hábitos do paciente. Os médicos costumam solicitar uma série de exames para confirmar o diagnóstico:
Avaliação Metabólica: Glicemia em jejum e hemoglobina glicada para monitorar o açúcar no sangue.

Análise Nutricional: Dosagem de vitamina B12 e ácido fólico.
Testes de Condução: Eletroneuromiografia, que mede como os estímulos percorrem os nervos.
Exclusão de Outras Causas: Hemograma completo, testes de função tireoidiana e ressonância magnética (em casos de suspeita de compressão nervosa física)

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