EUA avaliam possível transferência de bombardeiros furtivos B-2 e bombas antibunker para Israel

Proposta no Congresso busca reforçar a capacidade militar de Israel diante de possível retomada do programa nuclear iraniano

O bombardeiro furtivo B-2

Em meio à crescente preocupação com a retomada do programa nuclear iraniano, os Estados Unidos estão analisando uma proposta que prevê a transferência de bombardeiros furtivos B-2 e bombas antibunker GBU-57A/B para a Força Aérea de Israel. A iniciativa surge após um novo relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que alerta que o Irã pode reativar seu programa nuclear em poucos meses.

A proposta, chamada ‘Bunker Buster Act’ (Ação Destruidora de Bunkers), foi apresentada pelos congressistas Josh Gottheimer (democrata) e Mike Lawler (republicano). Segundo eles, a medida daria ao então presidente Donald Trump meios para assegurar que “Israel esteja preparado para qualquer contingência se Irã tentar desenvolver uma arma nuclear”.

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A ideia é ampliar a capacidade de Israel não apenas para ataques em superfície, como os já realizados, mas também para atingir instalações subterrâneas do programa nuclear iraniano. As bombas GBU-57A/B, pesando quase 14 toneladas e com seis metros de comprimento, são guiadas com precisão e capazes de perfurar até 60 metros de concreto reforçado. Cada bombardeiro B-2 pode transportar duas dessas armas.

Apesar da potência do armamento, especialistas apontam obstáculos significativos: atualmente, a Força Aérea dos EUA conta com apenas 19 unidades do B-2 e nunca transferiu a posse desses aviões, nem mesmo a aliados próximos. Isso torna a aprovação da proposta improvável, embora não exclua uma atuação direta dos EUA, como já demonstrado em bombardeios recentes a instalações nucleares no Irã.

O congressista Gottheimer destacou: “Irã, o principal estado patrocinador do terrorismo e um dos principais inimigos dos Estados Unidos, jamais poderá possuir uma arma nuclear. (...) Israel deve poder se defender de Irã e garantir que este país não possa reconstruir sua capacidade nuclear.”

Já o diretor da AIEA, Rafael Grossi, alertou que, apesar dos danos causados pelos bombardeios recentes, o Irã mantém capacidade técnica suficiente para retomar rapidamente a produção de urânio enriquecido: “As capacidades que têm estão aí. (...) Poderiam ter, em questão de meses, diria eu, umas poucas cascatas de centrífugas girando e produzindo urânio enriquecido”.

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

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