Em meio à crescente preocupação com a retomada do
A proposta, chamada ‘Bunker Buster Act’ (Ação Destruidora de Bunkers), foi apresentada pelos congressistas Josh Gottheimer (democrata) e Mike Lawler (republicano). Segundo eles, a medida daria ao então presidente Donald Trump meios para assegurar que “Israel esteja preparado para qualquer contingência se Irã tentar desenvolver uma arma nuclear”.
A ideia é ampliar a capacidade de Israel não apenas para ataques em superfície, como os já realizados, mas também para atingir instalações subterrâneas do programa nuclear iraniano. As bombas GBU-57A/B, pesando quase 14 toneladas e com seis metros de comprimento, são guiadas com precisão e capazes de perfurar até 60 metros de concreto reforçado. Cada bombardeiro B-2 pode transportar duas dessas armas.
Apesar da potência do armamento, especialistas apontam obstáculos significativos: atualmente, a Força Aérea dos EUA conta com apenas 19 unidades do B-2 e nunca transferiu a posse desses aviões, nem mesmo a aliados próximos. Isso torna a aprovação da proposta improvável, embora não exclua uma atuação direta dos EUA, como já demonstrado em bombardeios recentes a instalações nucleares no Irã.
O congressista Gottheimer destacou: “Irã, o principal estado patrocinador do terrorismo e um dos principais inimigos dos Estados Unidos, jamais poderá possuir uma arma nuclear. (...) Israel deve poder se defender de Irã e garantir que este país não possa reconstruir sua capacidade nuclear.”
Já o diretor da AIEA, Rafael Grossi, alertou que, apesar dos danos causados pelos bombardeios recentes, o Irã mantém capacidade técnica suficiente para retomar rapidamente a produção de urânio enriquecido: “As capacidades que têm estão aí. (...) Poderiam ter, em questão de meses, diria eu, umas poucas cascatas de centrífugas girando e produzindo urânio enriquecido”.