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Esquentar a mesma comida várias vezes faz mal? Especialistas explicam quando a prática é segura

Segurança alimentar depende mais da forma de armazenar e aquecer os alimentos do que da quantidade de vezes em que eles são reaquecidos

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Reaquecer a comida mais de uma vez é um hábito comum em muitas casas, principalmente quando as refeições são consumidas aos poucos ao longo do dia. Apesar da crença de que essa prática representa um risco à saúde, especialistas afirmam que o problema não está na quantidade de reaquecimentos, mas na maneira como os alimentos são armazenados, manipulados e aquecidos.

Segundo orientações de especialistas em segurança alimentar ouvidos pelo site Infobae, o maior perigo surge quando os alimentos permanecem por muito tempo em temperaturas favoráveis à multiplicação de bactérias. Essa faixa, conhecida como 'zona de perigo', fica entre aproximadamente 5°C e 60°C, condição que favorece o rápido crescimento de microrganismos capazes de causar intoxicações alimentares.

Por isso, após o preparo, a recomendação é resfriar a comida o mais rápido possível e armazená-la na geladeira em recipientes adequados. Sempre que for consumir novamente, o alimento deve ser aquecido completamente, atingindo temperatura suficiente para eliminar a maioria das bactérias presentes.

Outro cuidado importante é evitar aquecer toda a refeição se apenas uma parte será consumida. O ideal é separar apenas a quantidade necessária e manter o restante refrigerado. Dessa forma, reduz-se o número de ciclos de resfriamento e aquecimento, diminuindo o risco de contaminação.

Os especialistas também alertam que o reaquecimento não elimina todas as toxinas produzidas por determinadas bactérias. Se um alimento ficou muitas horas fora da geladeira ou apresenta cheiro, aparência ou textura alterados, o mais seguro é descartá-lo.

A higiene durante o preparo também faz diferença. Utilizar utensílios limpos, lavar corretamente as mãos antes de manipular os alimentos e evitar a contaminação cruzada entre alimentos crus e cozidos são medidas fundamentais para reduzir riscos.

Outro ponto importante é que diferentes alimentos exigem atenção especial. Carnes, arroz, massas, frutos do mar, leite e preparações com ovos são considerados mais sensíveis e devem ser refrigerados rapidamente após o preparo.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.