Dormir com ar-condicionado ligado gasta menos que um café, segundo especialistas
Descubra por que manter o aparelho funcionando a noite inteira pode custar centavos e como o termostato é a verdadeira variável que dispara a conta de luz

Muita gente desliga o ar-condicionado na hora de dormir com medo de ver a conta de luz aumentar no fim do mês. O receio é compreensível, mas pode ter o efeito contrário: mais gasto e menos conforto.
Segundo o assessor energético Álex Bermúdez, que divulga orientações sobre consumo nas redes sociais, deixar o equipamento ligado durante toda a noite custa menos que um café da manhã. O segredo não está no tempo de funcionamento, mas na temperatura programada. Cada grau abaixo do recomendado eleva o consumo entre 6% e 8%, transformando uma despesa pequena em um peso maior no orçamento.
O custo real de uma noite inteira com o ar ligado
A matemática é mais simples do que parece. Manter o aparelho funcionando por oito horas seguidas representa apenas alguns centavos na fatura mensal, segundo o especialista. O valor é inferior ao de um café em qualquer padaria.
A estimativa surpreende porque contraria a percepção popular. Muitos usuários passam calor durante a noite com receio de receber uma conta elevada, quando, na prática, o impacto pode ser pequeno se o equipamento for utilizado corretamente.
O impacto de um único eletrodoméstico continua modesto quando ele é operado de forma adequada, mas também depende da potência contratada, do tipo de tarifa e da eficiência do aparelho.
Por que desligar e religar o ar-condicionado pode sair mais caro
A lógica do consumo energético pode ser comparada à de um carro em movimento. Um veículo que circula a 120 km/h em velocidade constante pela estrada gasta menos combustível que outro que acelera e freia repetidamente no trânsito urbano.
Com o ar-condicionado, o princípio é semelhante. Cada vez que o aparelho é desligado e religado, o compressor precisa trabalhar com maior intensidade para resfriar o ambiente novamente. Esse esforço pode elevar o consumo elétrico.
Manter a temperatura estável permite que o equipamento opere em menor intensidade. O compressor trabalha menos e o consumo tende a ser menor, especialmente durante a madrugada, quando a temperatura externa costuma cair naturalmente.
O termostato é o verdadeiro vilão da conta de luz
Aqui está o principal ponto, segundo Bermúdez. Programar o ar-condicionado para 16 graus pode elevar significativamente o consumo. A cada grau reduzido no termostato, o gasto aumenta entre 6% e 8%.
Esses percentuais se acumulam hora após hora durante o período noturno. Um equipamento ajustado para 16 graus pode custar muito mais do que outro configurado para 24 graus, mesmo funcionando pelo mesmo período.
O recomendado é evitar temperaturas extremamente baixas e manter o termostato em uma faixa mais econômica.
Como dormir com conforto sem pesar no bolso
O especialista recomenda ajustar o termostato entre 23°C e 25°C antes de dormir e manter a configuração até a manhã seguinte. Essa faixa oferece conforto térmico adequado para o sono sem exigir esforço excessivo do equipamento.
Evitar os 16°C é uma das principais recomendações. Essa configuração pode transformar um gasto pequeno em um custo significativo ao longo do mês.
Manter o aparelho funcionando durante a noite também pode fazer diferença. Nesse período, o equipamento trabalha com menor carga térmica, já que a temperatura externa diminui naturalmente e o ambiente já está climatizado.
As quatro orientações práticas para economizar
Manter o termostato entre 23°C e 25°C durante toda a noite é o primeiro passo. A estabilidade térmica reduz o esforço do compressor e o consumo energético.
Evitar desligar e ligar o aparelho de forma intermitente também pode ajudar na economia. O reinício exige maior esforço do equipamento para voltar a resfriar o ambiente.
Evitar temperaturas de 16°C protege o orçamento. Essa configuração pode encarecer o funcionamento do equipamento, independentemente do tempo de uso.
Manter o aparelho funcionando durante as horas noturnas completa a estratégia. Com menos calor externo e o ambiente já resfriado, o equipamento tende a trabalhar em menor intensidade.
O impacto do uso eficiente na rotina
A orientação do especialista coincide com o que vêm defendendo organizações de consumidores: a economia em climatização depende menos de abrir mão do conforto e mais de utilizar corretamente o termostato.
Nesse contexto, usar o equipamento de forma eficiente deixa de ser apenas uma questão de economia e passa a ser uma necessidade prática. O conforto térmico durante a noite pode contribuir para a qualidade do sono e para a disposição no dia seguinte.
A recomendação é válida em períodos de calor: ajustar corretamente a temperatura do ar-condicionado é uma estratégia para equilibrar conforto e consumo de energia.
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