Dividir as tarefas de casa pode ficar mais fácil com essas 5 estratégias simples
Veja como organizar as tarefas domésticas em família, reduzir a sobrecarga e criar uma divisão mais justa e sustentável no dia a dia

Manter a casa organizada, cuidar dos filhos e dar conta das tarefas domésticas pode se transformar em uma fonte constante de estresse quando toda a responsabilidade fica concentrada em uma pessoa. Para especialistas ouvidos pela revista Good Housekeeping, porém, não é necessário dividir cada atividade exatamente pela metade para alcançar uma rotina mais equilibrada.
A proposta é encontrar acordos que sejam considerados justos pelos integrantes da família e que possam ser ajustados conforme as necessidades mudam.
1) A divisão não precisa ser 50/50
Uma das principais recomendações é abandonar a ideia de que todas as tarefas precisam ser divididas matematicamente em partes iguais.
A especialista em organização familiar Eve Rodsky resume essa visão com uma frase: “o igual nem sempre é justo, e o justo nem sempre é igual”.
Isso acontece porque as atividades domésticas têm pesos diferentes. Lavar louça, cuidar das roupas, organizar a rotina das crianças e planejar compromissos, por exemplo, podem exigir quantidades diferentes de tempo, energia e atenção.
Por isso, uma divisão considerada equilibrada deve levar em conta o conjunto das responsabilidades de cada pessoa. Mesmo quando um dos adultos realiza menos tarefas por causa do trabalho ou de outros compromissos, o acordo precisa ser percebido como justo pelos dois.
2) Fazer reuniões rápidas
Outra estratégia é reservar alguns minutos para conversar sobre a rotina e verificar se a divisão das tarefas continua funcionando.
Lindsay Daudistel, mãe de oito filhos na região de Cincinnati, contou que ela e o companheiro fazem diariamente uma reunião de “inventário e logística” antes de as crianças acordarem. O momento é usado para organizar deslocamentos, decidir quem ficará responsável por cada filho e antecipar as necessidades do dia.
A terapeuta ocupacional pediátrica Sydney Bennett também considera que encontros rápidos podem ajudar. Segundo ela, uma conversa semanal de apenas 10 minutos já pode ser suficiente para identificar quais tarefas estão pesando mais e onde é necessário redistribuir responsabilidades.
A ideia é especialmente importante em famílias com crianças, já que as necessidades mudam rapidamente.
3) Alternar as tarefas ao longo do dia
Outra possibilidade é adotar um sistema de alternância. Nesse modelo, enquanto uma pessoa assume determinada atividade, a outra fica responsável por outra tarefa de peso semelhante.
A organizadora profissional Liora Seltzer descreveu uma rotina em que, por exemplo, enquanto um adulto leva o cachorro para passear, o outro acorda as crianças. Depois, os dois participam da preparação do café da manhã e das marmitas. À noite, um pode cuidar da cozinha enquanto o outro acompanha as crianças na preparação para dormir.
O objetivo não é fazer com que todos executem exatamente as mesmas atividades, mas evitar que a responsabilidade de pensar, planejar e executar tudo fique sempre sobre os ombros da mesma pessoa.
4) Dividir as responsabilidades de acordo com as habilidades
Algumas famílias preferem distribuir determinadas áreas de acordo com as habilidades ou conhecimentos de cada integrante.
No exemplo citado na reportagem, o marido de Seltzer fica responsável pelas atividades esportivas dos filhos, incluindo inscrições e deslocamentos, enquanto ela cuida de questões relacionadas à saúde das crianças.
Esse modelo pode facilitar a organização, mas precisa ser revisado de tempos em tempos. Isso porque ter mais facilidade com determinada atividade não significa necessariamente que uma pessoa deva ficar responsável por ela para sempre.
Rodsky alerta justamente para esse risco. Uma pessoa ser “melhor” em determinada tarefa não deve servir como justificativa automática para concentrar aquela responsabilidade nela.
5) Ensinar o outro a fazer as tarefas
Também pode ser útil que os integrantes da família aprendam atividades que normalmente ficam sob responsabilidade exclusiva de outra pessoa.
A terapeuta familiar Angela Caiazza chama essa prática de “troca de habilidades”. A ideia é que cada integrante aprenda a realizar funções que antes eram dominadas apenas pelo outro.
Esse aprendizado pode fazer diferença em situações inesperadas. Se alguém ficar doente, precisar se ausentar ou enfrentar uma mudança repentina na rotina, o restante da família terá mais autonomia para assumir as atividades.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



