Belo Horizonte
Itatiaia

Cuidado ao aplicar gelo no rosto: técnica de skincare pode fazer mais mal do que bem

Saiba quem deve evitar o método que virou tendência nas redes sociais e quais cuidados ajudam a prevenir danos à pele

Por
gelo no rosto
Magnific

Aplicar gelo no rosto se tornou uma das práticas de beleza mais populares das redes sociais, impulsionada pela promessa de reduzir o inchaço, dar mais viço à pele e proporcionar uma aparência descansada. No entanto, dermatologistas alertam que o método está longe de ser indicado para todos e, quando usado de forma inadequada, pode causar mais prejuízos do que benefícios.

Em reportagem publicada pelo portal Infobae, especialistas dizem que o contato direto e prolongado do gelo com a pele pode provocar lesões causadas pelo frio, irritações e até agravar problemas dermatológicos já existentes. Por isso, pessoas com pele muito sensível, doenças de pele ou condições que aumentam a sensibilidade ao frio devem redobrar a atenção antes de adotar essa rotina.

Embora a baixa temperatura possa ajudar a diminuir temporariamente o inchaço, especialmente na região dos olhos, e oferecer uma sensação de frescor, não há evidências científicas sólidas de que o gelo seja capaz de melhorar a saúde da pele ou retardar o envelhecimento.

Os dermatologistas explicam que o frio intenso pode comprometer a barreira natural de proteção da pele, principalmente em quem já sofre com ressecamento, rosácea ou sensibilidade cutânea. Nesses casos, a técnica pode intensificar vermelhidão, desconforto e irritação.

Outro ponto destacado pelos especialistas é que muitas das supostas vantagens divulgadas nas redes sociais são baseadas em percepções individuais. Características como brilho, firmeza ou aspecto rejuvenescido são subjetivas e variam de pessoa para pessoa, dificultando a comprovação científica dos resultados.

Para quem deseja experimentar o método, a orientação é nunca colocar o gelo diretamente sobre a pele. O ideal é envolver o cubo em um pano limpo ou uma toalha fina, criando uma barreira que reduza o risco de queimaduras provocadas pelo frio.

A aplicação também deve ser breve, apenas pelo tempo suficiente para proporcionar uma sensação de refrescância sem causar desconforto. Caso apareçam sinais como dor intensa, vermelhidão persistente, alteração na cor da pele ou qualquer reação incomum, a recomendação é interromper imediatamente o uso e procurar orientação médica.

Por

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.