Conheça o 'slow living', filosfia que promete trazer calma e equilíbrio para dentro de casa
Especialista revela hábitos simples e mudanças na decoração que ajudam a reduzir o estresse e criar bem-estar

Transformar a casa em um espaço de tranquilidade e equilíbrio é possível com pequenas mudanças no dia a dia. Essa é a proposta do slow living, uma filosofia que vem ganhando força no design e na rotina doméstica. Em entrevista à revista Hello!, a psicóloga e escritora espanhola Samar Cajal explica como ajustes simples podem impactar diretamente o bem-estar mental.
Segundo a especialista, o primeiro passo é alinhar o ambiente da casa às necessidades pessoais. Isso envolve escolhas conscientes na decoração, na iluminação e até nos hábitos cotidianos. A ideia é fazer do lar um lugar onde o descanso e a serenidade sejam prioridades.
Mais do que estética, o slow living propõe uma mudança de ritmo. A casa deixa de ser apenas um espaço funcional e passa a ser um "santuário" para recarregar as energias e se reconectar consigo mesmo. Criar ambientes que estimulem a presença e a atenção ao momento é parte essencial desse conceito.
Um dos pontos centrais é a chamada depuração consciente. Isso significa manter apenas objetos úteis ou que realmente tragam alegria. O acúmulo, muitas vezes feito por hábito, pode gerar desconforto e afetar o equilíbrio emocional. Ao reduzir excessos, o ambiente se torna mais leve, organizado e acolhedor.
Essa proposta não exige um minimalismo rígido, mas sim escolhas que favoreçam a harmonia visual e o conforto. O objetivo é criar espaços que transmitam calma e façam sentido para quem vive ali.
Entre os elementos que ajudam a alcançar esse efeito estão os materiais naturais. Madeira, linho e cerâmica em tons suaves são apontados como aliados importantes, pois remetem à natureza e trazem sensação de aconchego. Acabamentos foscos e texturas também contribuem para um ambiente mais acolhedor.
A iluminação é outro fator essencial. A recomendação é priorizar a luz natural durante o dia e optar por lâmpadas de tonalidade quente à noite. Esse tipo de luz torna os ambientes mais confortáveis e relaxantes.
Plantas, fibras naturais, peças artesanais e objetos feitos à mão também ganham destaque. Além de decorar, esses elementos ajudam a criar uma conexão com a natureza e podem contribuir para a redução do estresse.
A autenticidade é outro pilar do slow living. Para Samar Cajal, não se trata de esvaziar a casa, mas de dar significado a ela. Inspirado em conceitos como o wabi-sabi, que valoriza a beleza do imperfeito, o estilo incentiva a valorização de objetos com história e personalidade.
"Simplificar não é viver sem nada, mas viver sem excessos", afirma a especialista. Itens que tenham valor emocional ou tragam alegria são bem-vindos, mesmo que fujam de padrões ou tendências.
Além da decoração, os hábitos diários também desempenham papel importante. Pequenos rituais, como acender uma vela no fim do dia, preparar uma bebida quente ou escrever antes de dormir, ajudam a desacelerar e marcar a transição para o descanso.
Criar cantinhos específicos para relaxar ou praticar um hobby também pode fazer diferença. Manter aparelhos eletrônicos fora do quarto e investir em tecidos macios e iluminação suave favorece o sono e a desconexão.
Outra dica é adaptar a casa às estações do ano. Trocar tecidos, reorganizar objetos e incluir plantas conforme o clima ajuda a renovar a energia do ambiente e manter a sensação de harmonia.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



