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'Changuita': animal raro é visto pela primeira vez na América do Sul após sete anos

Espécie é considerada um dos menores mamíferos marinhos do mundo e é natural das costas rochosas do Chile e do Peru

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Changuita • Javier Trivelli Zondek/ Fundación Lontra

Após sete anos sem registros confirmados, a “changuita”, como é conhecida a lontra-marinha chungungo (Lontra felina), voltou a ser vista nas costas da América do Sul. O reaparecimento do animal, considerado um dos menores mamíferos marinhos do planeta, foi recebido como um sinal de esperança por pesquisadores e ambientalistas.

De acordo com os relatos publicados pelos veículos locais, o animal reapareceu em áreas costeiras do Pacífico Sul, encerrando um longo período sem avistamentos. A ausência havia levantado temores sobre o possível desaparecimento definitivo da espécie em determinadas regiões.

A “changuita” é conhecida pelo comportamento discreto e pela dificuldade de monitoramento em ambiente natural. Por isso, o novo registro ganhou grande relevância científica.

O animal já havia marcado a história da conservação da espécie: um exemplar anterior inspirou a criação do primeiro centro de reabilitação dedicado ao chungungo no Chile. O caso se tornou referência para iniciativas de proteção e manejo da espécie no país.

O novo avistamento, portanto, não é apenas um registro isolado, mas um indicativo de que ainda existem populações sobreviventes, mesmo diante das ameaças ambientais.

Espécie segue ameaçada

Apesar da notícia positiva, a situação da “changuita” permanece delicada. O animal ainda enfrenta riscos constantes, principalmente devido à ação humana, como degradação do habitat e impactos indiretos das atividades costeiras.

A raridade dos registros reforça a dificuldade de estimar o tamanho real da população, o que dificulta a criação de estratégias mais eficazes de preservação da espécie. O reaparecimento reacende discussões sobre a necessidade de ampliar políticas ambientais e fortalecer iniciativas de proteção ao longo da costa sul-americana.

Para especialistas, o momento exige cautela: embora o retorno seja animador, ainda não há garantias de recuperação da espécie. O desafio agora é transformar o registro em base para novas ações de monitoramento e conservação.

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