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Buraco do tamanho de dois campos de futebol terá bateria subterrânea mais potente do mundo

Instalação em construção na cidade de Laufenburg terá capacidade para armazenar 2,1 GWh de energia e poderá abastecer cerca de 210 mil residências por um dia

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Representação do planeta Terra com vista do Sol ao fundo
Imagem do planeta Terra • Freepik

A Suíça avança na construção de uma instalação de armazenamento de energia que poderá se tornar a bateria subterrânea mais potente do mundo. O projeto está sendo desenvolvido em Laufenburg, no cantão de Aargau, próximo à fronteira com a Alemanha, e tem como objetivo ampliar a capacidade de integração de fontes renováveis à rede elétrica europeia.

A estrutura contará com um poço de mais de 27 metros de profundidade e extensão equivalente a dois campos de futebol. Segundo os responsáveis pelo empreendimento, o sistema terá capacidade de armazenamento de 2,1 gigawatts-hora (GWh) e potência de saída de 1,2 gigawatt (GW), nível comparável ao de uma usina nuclear. A tecnologia também permitirá o fornecimento de energia à rede em questão de milissegundos.

A primeira fase de conexão do projeto à rede elétrica já recebeu aprovação da operadora suíça Swissgrid, com capacidade inicial de 800 megawatts (MW), representando um avanço na busca por soluções de armazenamento em larga escala para energia renovável.

Tecnologia usa eletrólito de vanádio

Diferentemente das baterias convencionais de íon-lítio, utilizadas em celulares e veículos elétricos, a instalação utilizará baterias de fluxo de vanádio. Nesse modelo, a energia é armazenada em tanques que contêm um eletrólito líquido à base de vanádio, responsável por transportar a carga elétrica durante os processos de armazenamento e descarga.

Entre as vantagens da tecnologia estão a maior segurança operacional, já que o líquido não é inflamável nem explosivo, e a possibilidade de ampliar a capacidade de armazenamento por meio da adição de novos tanques, sem a necessidade de reformular toda a infraestrutura.

Capacidade para abastecer milhares de residências

A expectativa é que o sistema entre em operação plena em 2029. Inicialmente, a instalação terá capacidade de 1,5 GWh, com expansão posterior para 2,1 GWh.

Segundo os desenvolvedores, a bateria será capaz de fornecer energia suficiente para abastecer cerca de 210 mil residências durante 24 horas. O complexo também abrigará um centro de dados voltado à inteligência artificial, cujo calor gerado será reaproveitado em uma rede de aquecimento urbano.

Os responsáveis pelo projeto estimam que a iniciativa poderá evitar a emissão de aproximadamente 75 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) ao longo de 30 anos. O investimento previsto varia entre US$ 1,2 bilhão e US$ 6,2 bilhões, com potencial para gerar cerca de 300 empregos.

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