Bruna Lombardi revela por que deixou as novelas para criar o filho longe da fama
Descubra como a atriz tomou a decisão consciente de pausar a carreira na TV para proteger a infância do filho nos Estados Unidos e o que a levou de volta

Nos anos 1980, no auge da carreira televisiva, Bruna Lombardi tomou uma decisão que mudaria sua trajetória: deixar as novelas para criar o filho Kim longe dos holofotes. A atriz percebeu que a exposição constante impedia uma vida normal para a criança.
A mudança para os Estados Unidos marcou uma pausa estratégica na televisão brasileira. Lombardi retornou apenas na década de 1990, mas em outro formato: como apresentadora de programas, equilibrando visibilidade profissional com a privacidade que buscava para a família. Hoje, 48 anos casada com Carlos Alberto Riccelli, ela se dedica à escrita e ao roteiro, explorando outras dimensões da criação artística.
Por que deixar a TV para proteger a infância do filho
A decisão de afastar-se das novelas nasceu da percepção de que a fama criava barreiras para experiências cotidianas. Bruna Lombardi explica que não conseguia estar em lugares públicos sem se tornar o centro das atenções.
"Eu estava nos lugares e não conseguia não ser vista, mas também eu não conseguia ver, porque você é o foco de tudo", relatou a atriz em entrevista ao programa É De Casa. Essa dinâmica a fez questionar o impacto na criação de Kim.
A preocupação central era evitar que o filho crescesse sob o peso de ser "filho de famosos". Lombardi queria garantir que ele tivesse uma infância sem apontamentos constantes, onde pudesse desenvolver sua própria identidade longe dos rótulos que a celebridade dos pais poderia impor.
A mudança para os Estados Unidos nos anos 1980
A família Lombardi-Riccelli estabeleceu residência nos Estados Unidos durante a década de 1980, período em que a atriz estava afastada dos folhetins brasileiros. A mudança geográfica representou uma estratégia concreta para criar distância da exposição midiática nacional.
"Gente, eu quero sair do Brasil um pouco, eu tenho um filho pequeno, eu quero criar ele longe da fama, eu não quero que ele seja um filho de famosos, que não se descubra, que não possa ter uma vida normal como as outras crianças, que seja apontado", declarou Bruna.
Esse período no exterior permitiu que Kim vivenciasse a infância com maior anonimato. A decisão reflete uma priorização deliberada da maternidade sobre a continuidade imediata da carreira televisiva.
O retorno estratégico como apresentadora nos anos 1990
A volta à televisão brasileira aconteceu na década de 1990, mas com uma mudança significativa de formato. Em vez de retomar as novelas, Lombardi optou pela apresentação de programas.
Ela comandou o programa Gente de Expressão, exibido tanto na extinta TV Manchete quanto na Band. Essa escolha permitiu manter presença profissional na mídia enquanto preservava aspectos da privacidade familiar conquistados durante os anos no exterior.
A última participação marcante em dramaturgia foi na minissérie O Quinto dos Infernos, em 2002. Desde então, a atriz tem concentrado sua energia criativa na escrita e no roteiro.
A cumplicidade de 48 anos com Carlos Alberto Riccelli
O relacionamento com Carlos Alberto Riccelli atravessa quase cinco décadas construído sobre bases sólidas de entendimento mútuo. Bruna descreve uma conexão que dispensa palavras em diversos momentos.
"Ele é muito diferente de mim, em muitos aspectos. Mas, em outros, a gente pensa tão parecido que não precisa nem falar. A gente não precisa nem se olhar. Mesmo sem se olhar, ele sabe o que estou pensando e eu sei o que ele está pensando", comentou em entrevista ao programa Provoca, da TV Cultura.
A atriz destaca que o início da relação já revelava essa sintonia. "Tinha uma coisa linda que, quando a gente começou a morar junto, a gente já sabia, porque já tinha conversado para caramba, mas a gente tinha lido os mesmos livros, visto os mesmos filmes, então você vai com uma pessoa que tem todas as referências", relembrou.
Para Lombardi, essa cumplicidade representa "lugar de confiança, de calor humano". Ela define: "Não existe amor mais legal do que o amor incondicional".
A transição para escritora e roteirista
Atualmente, Bruna Lombardi dedica sua carreira à escrita e ao trabalho de roteirização. Essa transição reflete uma evolução natural dos interesses artísticos desenvolvidos ao longo das décadas.
A mudança de foco permite que ela continue criando e expressando sua visão artística através de formatos que oferecem maior controle sobre a exposição pública. A escrita proporciona um espaço de criação mais privado, alinhado com os valores que guiaram suas escolhas desde os anos 1980.
Essa trajetória ilustra como profissionais do entretenimento podem reinventar suas carreiras sem abandonar a essência criativa, adaptando-se a diferentes fases da vida pessoal e familiar.
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