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Bem-estar íntimo: 6 dicas para relações mais saudáveis

Consentimento, respeito, proteção, honestidade e acordos entre as pessoas estão entre os fatores considerados importantes para o bem-estar íntimo, segundo modelo clínico desenvolvido por terapeutas

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Bem-estar íntimo 6 princípios para relações mais saudáveis
Bem-estar íntimo 6 princípios para relações mais saudáveis • Foto: Unsplash

Consentimento, respeito, proteção, honestidade e acordos entre as pessoas estão entre os fatores considerados importantes para o bem-estar íntimo, segundo um modelo clínico desenvolvido por terapeutas.

A saúde sexual pode envolver muito mais do que a ausência de doenças ou a prevenção de uma gravidez. Um modelo clínico desenvolvido pelos terapeutas Douglas Braun-Harvey e Michael Vigorito propõe seis princípios para avaliar o bem-estar íntimo: consentimento contínuo, equilíbrio, proteção, honestidade, valores compartilhados e satisfação mútua.

O modelo, apresentado inicialmente a partir da experiência clínica dos especialistas, também pode ser utilizado como referência para compreender diferentes relações e experiências íntimas. A proposta ganhou destaque após ser divulgada pela especialista Sari Cooper na publicação Psychology Today. Confira a seguir:

1) Consentimento

O primeiro princípio é o consentimento. Segundo o modelo, não basta uma concordância no início de uma experiência. A pessoa precisa continuar se sentindo confortável e livre para participar.

Pressão, medo, ansiedade ou a sensação de que é preciso continuar para evitar conflitos podem comprometer esse consentimento. A ideia também chama atenção para situações em que expectativas sociais ou culturais fazem alguém deixar de lado os próprios limites.

2) Equilíbrio

Outro ponto é o equilíbrio de poder. O modelo considera importante observar situações em que diferenças de idade, hierarquia, dependência financeira ou emocional possam dificultar uma decisão realmente livre.

A proposta não afirma que toda diferença de poder torna uma relação inadequada, mas destaca a necessidade de avaliar se os acordos são genuínos ou estão sendo influenciados por desigualdades.

3) Proteção

A proteção contra infecções sexualmente transmissíveis e gravidez não planejada também aparece entre os princípios. Nesse modelo, o cuidado não deve ser tratado como uma responsabilidade de apenas uma pessoa, mas como parte de acordos entre os envolvidos.

4) Honestidade

O quarto princípio é a honestidade. Ela envolve conversar sobre desejos, desconfortos, limites e aspectos da relação que possam afetar diretamente as pessoas envolvidas.

Isso não significa abrir mão da privacidade. A proposta destaca principalmente a importância de evitar omissões e informações que possam comprometer a confiança dentro da relação.

5) Valores e acordos

O quinto ponto está relacionado aos valores compartilhados. Cada relação pode ter expectativas diferentes, por isso o modelo considera importante conversar sobre questões como limites, segurança, exclusividade e outros acordos que façam sentido para as pessoas envolvidas.

A ideia não é exigir que todos pensem da mesma maneira, mas permitir que os envolvidos estabeleçam acordos claros e respeitem as necessidades uns dos outros.

6) Satisfação mútua

Por fim, o modelo considera a satisfação mútua como parte do bem-estar íntimo. A proposta amplia a visão tradicional de saúde sexual, que muitas vezes se concentra apenas na ausência de problemas.

Segundo o conteúdo analisado, um estudo de 2026 com 2.555 adultos encontrou uma diferença entre desejo, prazer e satisfação geral. Enquanto 89% dos participantes relataram desejo no último encontro íntimo e 87% disseram ter sentido prazer, a satisfação geral ficou em 56%.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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