Itatiaia

Aos 75 anos, Sting revela como mantém o corpo ativo sem abrir mão do prazer

O famoso músico britânico, que recém-completou aniversário, mantém uma rotina de atividade diária com caminhadas, shows e o baixo, enquanto segue uma alimentação sem restrições rígidas, que inclui sorvete, vinho e gim

Por
cantor sting
O cantor Sting em foto recente • Camila Alves/Wikimedia Commons

Sting completou 75 anos na sexta-feira, 2 de outubro, mas está longe de levar uma vida de aposentado. O músico britânico mantém uma rotina ativa, com caminhadas, apresentações e o trabalho diário com o baixo. Para ele, não é necessário seguir um treinamento rígido para cuidar do corpo.

A filosofia do artista pode ser resumida em uma frase: "Tudo é yoga". Em entrevista ao The Sunday Times, o ex-líder do The Police explicou que, embora tenha praticado yoga formalmente no passado, hoje enxerga a atividade física de maneira mais ampla.

"No fim, você percebe que tudo é yoga. Caminhar até o trabalho é yoga", afirmou.

Sting começou a praticar yoga no início dos anos 1990. Com o passar do tempo, porém, a atividade deixou de ser uma prática isolada e passou a fazer parte de sua visão sobre o movimento e o cuidado com o corpo.

"Faço exercícios todos os dias e, claro, isso faz parte do que faço, mas já não pratico yoga propriamente dito. Não acho que precise disso", explicou.

Caminhadas e shows fazem parte da rotina

A rotina de Sting não é baseada em treinos de alta intensidade ou em uma preparação física específica. O músico aposta principalmente na constância e no movimento durante as atividades do dia a dia.

As caminhadas estão entre os hábitos que ele considera importantes. O trabalho nos palcos também contribui para manter o corpo em movimento, especialmente por causa do baixo, instrumento que o acompanha desde os tempos do The Police.

"Uso as mãos todas as noites com o baixo. É trabalho físico, e agradeço por isso", disse o cantor.

Para Sting, tocar o instrumento vai além da atividade musical. As apresentações, os ensaios e as turnês mantêm uma relação constante entre coordenação, habilidade manual e esforço físico.

Sting não segue uma dieta cheia de restrições

A alimentação também não ocupa um lugar de rigidez na rotina do músico. Ao falar sobre seus hábitos, Sting afirmou que come de tudo e citou alguns de seus alimentos e bebidas preferidos.

"Eu gosto de sorvete. Gosto de vinho. Gosto de gim", contou. Apesar da alimentação flexível, há uma restrição que ele destacou: o cigarro. "Não fumo. Nunca fumei nada na minha vida", afirmou.

O músico não relacionou sua condição física a uma dieta específica ou a algum método alimentar considerado milagroso. Em suas declarações, a ideia central está na combinação entre atividade cotidiana, caminhadas, música e uma carreira que continua ativa.

O yoga virou uma forma de enxergar o movimento

A frase "tudo é yoga" representa a maneira como Sting passou a encarar a atividade física depois de décadas de carreira. Em vez de separar o exercício do restante do dia, ele considera que ações comuns também podem envolver movimento e esforço corporal.

Essa visão acompanha uma trajetória marcada pela atividade profissional. Antes de se tornar conhecido mundialmente, Sting trabalhou como professor durante dois anos. Depois, mudou-se para Londres e, em 1977, formou o The Police ao lado de Stewart Copeland e Andy Summers.

A música permaneceu como uma parte central de sua vida. Mesmo aos 75 anos, o artista continua ligado aos palcos e ao baixo, que considera uma atividade física importante em sua rotina.

Trabalho manual também aparece nas reflexões do cantor

A relação de Sting com o trabalho físico também tem ligação com sua infância em Wallsend, no nordeste da Inglaterra. Ele cresceu próximo aos estaleiros do rio Tyne, em uma família ligada a atividades manuais.

Seu avô era carpinteiro naval, enquanto seu pai trabalhava em uma fábrica de turbinas. Essa experiência influenciou a maneira como o músico observa as mudanças no mundo do trabalho.

Sting afirmou que muitos jovens atualmente têm menos contato com atividades que exigem o uso das mãos e relacionou essa mudança a possíveis consequências no comportamento.

Por

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

Belo Horizonte