Ácido mandélico ou glicólico para a pele? Entenda as diferenças
Saiba quando usar um ou outro, quais os benefícios de cada um e como escolher o tratamento ideal para diferentes tipos de pele

Escolher o ácido ideal para a rotina de cuidados com a pele pode fazer toda a diferença nos resultados. Entre os ativos mais populares da dermatologia estão o ácido mandélico e o ácido glicólico, ambos conhecidos por promoverem renovação celular, suavizarem manchas e melhorarem a textura da pele. No entanto, apesar de terem funções semelhantes, eles atuam de maneiras diferentes e são indicados para perfis específicos.
Segundo especialistas ouvidos pelo site argentino Infobae, a principal diferença entre eles está no tamanho das moléculas. O ácido glicólico possui moléculas menores, o que permite uma penetração mais profunda na pele. Já o ácido mandélico tem moléculas maiores e age de forma mais superficial, tornando sua ação mais delicada.
Quando o ácido glicólico é a melhor escolha
O ácido glicólico costuma ser recomendado para pessoas que desejam tratar sinais do envelhecimento, manchas provocadas pelo sol, textura irregular e perda de luminosidade. Por penetrar mais profundamente, ele promove uma esfoliação mais intensa e estimula a renovação da pele de forma mais rápida.
Por outro lado, justamente por sua ação mais potente, pode provocar irritação em peles sensíveis, especialmente quando utilizado sem orientação adequada.
Ácido mandélico é indicado para peles sensíveis e acneicas
Quem possui pele sensível ou tendência à acne costuma encontrar no ácido mandélico uma alternativa mais confortável. Sua ação gradual reduz o risco de irritações, ao mesmo tempo em que ajuda a controlar a oleosidade, melhorar manchas causadas pela acne e deixar a pele mais uniforme.
Os especialistas destacam que ele também pode ser uma boa opção para quem está começando a usar ácidos na rotina de cuidados faciais, justamente por oferecer uma renovação mais suave.
Escolha depende das necessidades da pele
Não existe um ácido melhor do que o outro. A recomendação varia conforme o tipo de pele, os objetivos do tratamento e o histórico de cada paciente.
De acordo com os dermatologistas consultados pelo Infobae, peles fotoenvelhecidas, espessas ou com manchas costumam responder melhor ao ácido glicólico. Já peles sensíveis ou com tendência à acne geralmente se beneficiam mais do ácido mandélico.
Como usar com segurança
Especialistas alertam que o uso de ácidos deve ser feito preferencialmente à noite e introduzido de forma gradual, começando de uma a três aplicações por semana, conforme a tolerância da pele.
Outro cuidado indispensável é o uso diário de protetor solar. Como esses ativos aumentam a renovação celular, a pele fica mais sensível à radiação ultravioleta, o que pode favorecer o surgimento de manchas caso não haja proteção adequada.
Além disso, tratamentos com concentrações mais elevadas, como peelings químicos, devem ser realizados apenas com acompanhamento de um dermatologista, que poderá indicar o ácido mais adequado e ajustar a frequência de uso conforme as necessidades individuais.
A importância do acompanhamento médico
Embora o ácido mandélico e o glicólico sejam amplamente utilizados em cosméticos e tratamentos dermatológicos, os especialistas reforçam que não existe uma fórmula única para todos. A escolha deve considerar fatores como sensibilidade da pele, presença de acne, manchas, sinais do envelhecimento e outras condições dermatológicas.
A avaliação profissional ajuda a evitar irritações, hiperpigmentações e outros efeitos indesejados, além de aumentar as chances de alcançar resultados mais seguros e eficazes.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



