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Justiça condena seis investigados na 2ª fase da Operação Trem Fantasma em Três Pontas

Ação do Ministério Público e do GAECO apurou esquema de desvio de dinheiro público com peças automotivas. Penas somadas ultrapassam 45 anos de prisão.

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Justiça condenou seis pessoas denunciadas no âmbito da segunda fase da Operação Trem Fantasma, em Três Pontas. • Prefeitura de Três pontas/Imagem Ilustrativa

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) — núcleo Varginha — e da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Três Pontas, obteve a condenação de seis réus na segunda fase da Operação Trem Fantasma. A sentença reconheceu os crimes de organização criminosa, peculato e fraude contratual. As penas impostas aos envolvidos somam mais de 45 anos de prisão e 190 dias-multa.

A apuração teve início em 2018 na comarca de Três Pontas. Na primeira fase, sete investigados, entre servidores públicos e empresários, foram denunciados por integrar um esquema de desvio de verbas públicas por meio do simulado e não efetivo fornecimento de peças automotivas. Naquela etapa, seis dos acusados foram condenados.

Nesta segunda denúncia, que envolveu nove pessoas e a apuração de novos 24 crimes, a Justiça fixou as penas dos seis condenados. Maurício Pacheco recebeu a maior pena, fixada em 11 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado, mais 3 anos e 6 meses de detenção em regime semiaberto, além de 55 dias-multa pelos crimes de organização criminosa, peculato e fraude em licitação.

Também foram condenados Marcos Roberto Garcia — a 9 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão e 3 anos e 6 meses de detenção — e José Gileno Marinho, a 5 anos e 10 meses de reclusão. César de Oliveira Pelegrini e Roberto Barros de Andrade receberam, cada um, penas de 5 anos de reclusão em regime fechado pelo crime de peculato.

O réu Ronan Penido Reis foi condenado a 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão em regime aberto por peculato, com substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. Da decisão proferida em primeira instância ainda cabe recurso.

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Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.

 

 

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