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Faemg Senar prevê safra de café em 33,4 milhões de sacas em MG

Estudo inédito do Sistema Faemg Senar levantou dados diretamente no campo e projeta a safra de café arábica no estado.

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Estudo teve validação da Universidade Federal de Lavras e mapeou produtividade, colheita e clima para orientar as decisões dos cafeicultores. • Franciele Brígida

O Sistema Faemg Senar lançou nesta quarta-feira (9), em Varginha, a primeira Pesquisa Safra Café. O estudo estima a produção mineira de café arábica em 33,4 milhões de sacas, com base em dados coletados diretamente nas lavouras junto a produtores e técnicos.

A pesquisa apurou informações sobre área cultivada, produtividade, ritmo de colheita, volume já produzido, carga remanescente nas lavouras, condições climáticas, fitossanitárias e expectativas do setor. Os dados consolidados foram analisados por metodologia estatística com validação do Centro de Inteligência em Mercados, o CIM, da Universidade Federal de Lavras, a UFLA.

Segundo a analista de agronegócio do Sistema Faemg Senar, Ana Carolina Gomes, o levantamento apresentou números bem próximos aos divulgados pela Conab e pelo IBGE. A diferença é que a nova pesquisa foi realizada durante a colheita. “Com a iniciativa, o Sistema pretende se consolidar como fonte de referência para dados da safra e contribuir para decisões mais qualificadas para a melhoria da cadeia produtiva”, afirmou.

De acordo com o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, o objetivo de gerar dados próprios é dar balizamento ao setor produtivo para a comercialização e negociação da safra. Ele ressaltou ainda a importância de identificar o crescimento da produção para buscar novos mercados compradores com antecedência, citando a expansão do consumo na Ásia e na China.

O evento foi sediado em Varginha por ser um dos principais polos da cafeicultura nacional e abrigar o Centro de Excelência em Cafeicultura do Sistema Faemg Senar, além de cooperativas, armazéns e exportadoras. A intenção da instituição é repetir o levantamento anualmente e expandir o modelo para outros estados e tipos de café.

A programação de lançamento incluiu também palestras sobre o cenário geopolítico com Marcos Matos, do Cecafé, e inovação com Rodolfo Osório, da Embrapa Café. O encontro abordou ainda perspectivas climáticas para a safra 2026/2027 com os pesquisadores Rodrigo Naves e André Moraes Reis, da Fundação Procafé, e qualidade dos grãos com o professor Leandro Paiva, do IF Sul de Minas.

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Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.

 

 

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