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Cesta básica em Varginha sobe 5,8% e atinge maior valor do ano

Leite, banana e tomate puxam alta em abril; conjunto de alimentos para um adulto chega a R$ 736,12 e consome quase metade do salário mínimo líquido.

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Os dados são do Instituto Federal e do Grupo Unis. • Prefeitura de Varginha/Imagem Ilustrativa

A mesa do morador de Varginha ficou mais cara pelo segundo mês seguido. No início de abril, o Índice da Cesta Básica registrou uma alta de 5,83% em comparação ao mês anterior. Segundo o levantamento do Instituto Federal do Sul de Minas e do Grupo Unis, o valor médio para sustentar um adulto na cidade saltou para R$ 736,12, a cifra mais alta registrada em 2026.

Os vilões do orçamento neste mês foram o leite integral, a banana, o tomate, o feijão carioquinha, o arroz e a batata, que apresentaram as elevações mais expressivas. Na contramão, apenas o açúcar refinado e o café em pó deram um leve alívio no bolso do consumidor. Em relação a abril de 2025, o aumento acumulado no preço dos alimentos já chega a 2,85%.

O impacto no bolso do trabalhador é direto: a cesta básica hoje compromete 49,09% do salário-mínimo líquido. Para conseguir comprar apenas esses 13 itens essenciais, quem ganha o piso nacional precisa trabalhar 99 horas e 54 minutos por mês. A pesquisa é feita pelo GESEc e pelo NEPI, que coletam preços nos principais supermercados varginhenses.

A situação é ainda mais crítica para quem vive na linha da pobreza extrema, com renda de até R$ 218,00 por pessoa. O custo atual da cesta está mais de três vezes acima desse patamar, o que, segundo os pesquisadores, coloca em risco a segurança alimentar dessa parcela da população, dificultando o acesso a uma nutrição básica e adequada.

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Franciele Brígida é comunicadora formada pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Atua como repórter multimídia na Itatiaia Sul de Minas desde 2023.