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Vacina contra câncer entra na última fase de teste com resultado promissor

Nova tecnologia é a mesma usada nos imunizantes contra a Covid-19

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Vacina pode ser a tão esperada cura para o câncer  • Imagem ilustrativa Pixabay

A ciência caminha para encontrar a cura para o câncer. A esperança ocorre em razão dos resultados alcançados em testes para um vacina que combate a doença a partir da mesma tecnologia dos imunizantes usados contra a Covid-19. Um dos estudos é desenvolvido pela University College London, na Inglaterra, tem como foco o melanoma (câncer de pele) e está na fase 3, a última antes de chegar ao mercado. Os testes ocorrem em vários países, incluindo o Brasil. Os detalhes das pesquisas foram mostrados pelo programa Fantástico, nesse domingo (8).

Um dos voluntários da pesquisa é o professor e músico Steve, morador de Londres, diagnosticado com o tipo de câncer de pele que mais mata no mundo. O melanoma, assim como todo câncer, é resultado da mutação anormal de uma célula que ocorre no DNA, responsável pelas instruções do corpo. Essa célula cancerosa engana o sistema de defesa, não morre e replica de maneira rápida e incontrolável.

Com o diagnóstico confirmado, Steve aceitou ser voluntário no estudo e já tomou cinco doses. A conclusão da pesquisa está prevista para 2030.

Coordenadora do estudo no Reino Unido, a oncologista Heather Shaw explicou ao Fantástico que a vacina é personalizada e funciona da seguinte maneira: os cientistas comparam uma parte do tumor com amostras de sangue de cada paciente, com o objetivo de comparar o DNA defeituoso com o normal.

A partir da comparação, um programa de computador aponta as estruturas da célula cancerosa que podem ser mais visíveis pelo sistema de defesa. Essas estruturas são chamadas de neoantígenos (defeitos que denunciam que aquela célula é parte de um câncer, e precisa ser combatida).

Além de combater diretamente o câncer, a vacina terá efeitos colaterais bem mais leves, em relação à quimioterapia

Intestino

Além do câncer de pele, essa tecnologia é testada no combate a outros tipos de câncer, como o de intestino. O estudo desse tipo de tumor está na fase 2 de teste. A pesquisa está em andamento em um hospital da cidade de Birmingham. A oncologista Victoria Kunene é uma das lideranças do estudo.

"É um estudo global, tem vários países participando, já recrutamos até agora mais de 2 mil pacientes", diz Kunene, "Houve um salto tecnológico, e essa possibilidade de uma vacina personalizada é brilhante", comemora a médica.

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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.

 

 

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