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Uso indiscriminado de canetas emagrecedoras pode causar 'rugas acordeom'

Especialista em harmonização orofacial explica problemas causados no rosto pelo processo de emagrecimento acelerado

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Rugas na bochecha
Preenchimento com ácidos não resolve o problema • Freepik

O uso indiscriminado de canetas emagrecedoras pode causar problemas estéticos no rosto. O emagrecimento acelerado promove perda de sustentação na face, ocasionando o surgimento precoce de rugas.

"Por causa do uso dessas canetas e também pelo uso de métodos que tenham uma velocidade de emagrecimento muito rápida. Está tendo essa consequência porque o rosto está perdendo a sustentação da face", explica a cirurgiã- dentista Cinthya Cohen, em participação no programa Acir Antão desta segunda-feira (4).

A principal queixa nos consultórios são as “rugas acordeom”. Trata-se de “rugas que surgem na lateral da bochecha, geralmente quando os pacientes sorriem. Isso acontece porque, quando se perde estrutura em camadas mais profundas, a pele fica mais flácida e tem um aspecto de dobras. Parece que a face está derretendo", destaca a especialista em harmonização orofacial.

A profissional detalha que as canetas emagrecedoras não são "vilãs"; o problema está na forma como são usadas. "No caso, o que está acontecendo é esse uso indiscriminado. O vilão, na verdade, é a velocidade desse emagrecimento. Ao emagrecer muito rápido, perde-se a sustentação e surgem várias consequências, principalmente o envelhecimento precoce em pacientes jovens".

Sobre o tratamento, a dentista diz que somente o preenchimento com ácidos não resolve o problema. "A ruga é uma consequência e não dá para agir apenas na consequência; temos que agir na prevenção e na causa. Se apenas preenchermos, ficará um aspecto que não será natural, com exageros e excessos. Temos que agir na base, na causa: repor essa sustentação com métodos que vão regenerar esse tecido."

Entre as formas de resolver o problema, a especialista cita o procedimento Bioreg, patenteado por ela. "Atuamos com o plasma do sangue, que contém células regenerativas e regeneradoras. Coleta-se o sangue, ele passa por uma centrífuga, e fazemos a injeção desses fibroblastos para garantir justamente essa regeneração", afirma.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.