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Uso de anabolizantes aumenta risco de doenças do coração, diz pesquisa

Além do risco de infarto do miocárdio, o estudo mostrou maior incidência de tromboembolismo venoso, arritmias, insuficiência cardíaca e cardiomiopatia

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Frio na veia: aprenda cuidados para proteger o coração no inverno • Freepik

O uso de esteroides anabolizantes androgênicos aumenta significativamente o risco de desenvolver doenças relacionadas ao coração, triplicando a probabilidade de infarto, entre outros problemas, de acordo com uma pesquisa dinamarquesa publicada em fevereiro no periódico científico Circulation.

Usar esteroides anabolizantes androgênicos triplicam a probabilidade de infarto e outras doenças cardiovasculares, apontou uma pesquisa dinamarquesa publicada em fevereiro no Circulation, um periódico científico.

Esses anabolizantes são hormônios sintéticos similares à testosterona usados para aumentar a força e a massa muscular. No Brasil, seu uso para fins estéticos ou melhora do desempenho esportivo foi proibido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em abril de 2023.

Além do risco de infarto do miocárdio, o estudo mostrou maior incidência de tromboembolismo venoso, arritmias, insuficiência cardíaca e cardiomiopatia — nesse caso, o risco foi nove vezes maior.

Isso pode contribuir para eventos cardiovasculares súbitos e maior risco de doenças cardiovasculares graves, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e arritmias devido ao envelhecimento acelerado dos vasos.

Além disso, o uso prolongado está associado à hipertrofia do músculo cardíaco com redução na função de bombeamento e relaxamento do coração, o que pode gerar disfunção do miocárdio e, consequentemente, cardiomiopatias hipertróficas, insuficiência cardíaca e morte súbita.

Os autores reconhecem que uma das limitações do estudo é a ausência de dados sobre o tempo de uso dos anabolizantes. No entanto, sabe-se que até pequenas doses podem causar efeitos colaterais — cresce a probabilidade de hepatite medicamentosa, infertilidade, impotência sexual, ansiedade, entre outros problemas.

Ao justificar sua proibição no Brasil, a resolução do CFM cita os riscos potenciais que mesmo doses terapêuticas podem desencadear, além da falta de estudos que demonstrem riscos, benefícios e segurança dessas substâncias.

*Com Agência Einstein

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