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Teste do pezinho em Minas detecta 15 doenças, incluindo a Atrofia Muscular Espinhal

As três novas doenças detectadas pelo teste são raras e consideradas graves; o tratamento precoce pode prevenir sequelas irreversíveis e até a morte

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As doenças incorporadas ao teste do pezinho dificilmente manifestam sintomas na fase neonatal • Fábio Marchetto / SES-MG

O Programa de Triagem Neonatal (PTN), conhecido como teste do pezinho, é capaz de identificar 15 doenças em Minas. O exame passou, em 2024, a identificar também a Atrofia Muscular Espinhal (AME), a Imunodeficiência Combinada Grave (Scid) e a Agamaglobulinemia (Agama). O teste é realizado em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 853 municípios mineiros, e o tratamento para todas as doenças está disponível na rede pública de saúde de Minas Gerais.

O sangue é colocado no papel filtro e o envelope é encaminhado ao Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O resultado é disponibilizado no site da instituição e, caso o resultado apresente alteração, o município em que o paciente mora é acionado. Depois, as consultas e exames especializados são agendados para que seja feita a confirmação do diagnóstico. Caso confirmado, o paciente é encaminhado imediatamente para o tratamento pelo SUS.

Entre as possibilidades de tratamento para as três doenças incluídas no PTN-MG estão o transplante de medula óssea, o uso de imunoglobulina humana endovenosa e medicamentos que impedem a degeneração neuronal.

Doenças detectadas pelo Teste do Pezinho:

  • Hipotireoidismo congênito;
  • Fenilcetonúria;
  • Doença falciforme;
  • Fibrose cística;
  • Deficiência de biotinidase;
  • Hiperplasia adrenal congênita;
  • Toxoplasmose congênita;
  • Atrofia Muscular Espinhal (AME);
  • Imunodeficiência Combinada Grave (SCID);
  • Agamaglobulinemia (AGAMA);
  • Deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia muito longa (VLCADD);
  • Deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia longa (LCADD);
  • Deficiência de proteína trifuncional – DPTC;
  • Deficiência primária de carnitina – DPC;
  • Deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia média (MCADD).

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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